Santa Teresinha do Menino Jesus foi uma carmelita francesa que ensinou a “Pequena Via”, um caminho de confiança, humildade e amor nas pequenas ações do dia a dia. Para compreender melhor sua história, o professor Peterson Arcas concedeu uma entrevista ao Vatican News.
Poliana Ferreira - Vatican News Maria Francisca Teresa Martin nasceu em Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873.
Foi a última dos nove filhos de Louis Martin, relojoeiro, e Zélie Guérin, rendeira, um casal profundamente católico.
Quatro de seus irmãos morreram ainda crianças, e Teresinha cresceu ao lado de suas quatro irmãs, que posteriormente também seguiram a vida religiosa.
Aos quatro anos, perdeu sua mãe, Zélie, e mudou-se com a família para Lisieux. [ Photo Embed: Quarto de Santos Luis e Zélia Martin, pais de Santa Teresinha ] Desde muito jovem, desejava dedicar sua vida a Deus e, aos 15 anos, entrou para o Carmelo de Lisieux.
Ali viveu uma vida marcada pela oração, humildade, confiança e amor, desenvolvendo o caminho espiritual que ficou conhecido como a “Pequena Via”.
Morreu de tuberculose em 30 de setembro de 1897, aos 24 anos.
Foi canonizada pelo Papa Pio XI em 1925 e, em 1997, proclamada Doutora da Igreja por São João Paulo II, em reconhecimento à profundidade de sua espiritualidade e de seus ensinamentos.
Para aprofundar a história de Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, o professor de Itapetininga/SP Peterson Arcas concedeu uma entrevista ao Vatican News.
O primeiro contato que teve com Santa Teresinha foi em 1987, quando ele tinha 12 anos, por meio de sua tia materna, Benedita Arcas, que o apresentou o livro “História de uma alma”.
O professor ressalta que naquele momento “algo imenso nasceu dentro de mim”.
Ao ser perguntado sobre o caminho espiritual ensinado pela santa, a “pequena via” - especificamente sobre o significado desse caminho e a ideia de “ser pequeno” diante de Deus -, Peterson contou que durante sua viagem a Roma, Teresinha conheceu o elevador, que mais tarde usaria como imagem metafórica para explicar sua espiritualidade: assim como o elevador leva uma pessoa para cima sem que ela precise subir por seus próprios esforços, os braços de Jesus podem levar a alma até Deus.
Após a morte de seu pai, Luiz, e a entrada de sua irmã Celina no Carmelo, Teresinha começou a escrever sobre essa espiritualidade.
Para ela, a santidade não dependia de grandes feitos, mas de realizar pequenas ações cotidianas com muito amor, como ajudar alguém ou oferecer um simples copo de água.
Ela também compreendeu que, assim como cada parte do corpo possui uma função, cada pessoa tem seu lugar na Igreja.
E o que une todas essas partes é o amor.
Por isso, Teresinha descobriu que queria ser “o coração da Igreja”, vivendo e oferecendo amor.
Assim, a Pequena Via é um caminho de humildade, simplicidade, confiança em Deus e amor nas pequenas coisas.
Em resumo, é viver aquilo que Cristo espera de nós: amar. [ Photo Embed: Peterson Arcas segurando uma imagem de Santa Teresinha ] A santa se tornou a 33ª Doutora da Igreja, sendo a mais jovem, pois faleceu com 24 anos de idade.
Peterson, com a finalidade de explicar tal feito ao Vatican News, disse que Santa Teresinha, desde sua canonização em 1925, foi reconhecida como exemplo da infância espiritual, ensinando a confiar e se entregar totalmente aos braços de Deus.
Em um mundo marcado pela falta de amor, sua mensagem continua sendo uma grande luz, mostrando que todos podem alcançar a santidade por meio da simplicidade, humildade, confiança e amor à misericórdia de Deus.
Como Doutora da Igreja, Teresinha nos ensina que, quando buscamos fazer aquilo que agrada a Deus e nos entregamos verdadeiramente a Ele, podemos caminhar rumo à santidade.
Por fim, Peterson aconselhou estudar profundamente Santa Teresinha, e não apenas fazer uma leitura superficial de História de uma Alma, pois há muitos documentos, fotos e escritos disponíveis sobre sua vida.
Sua simplicidade, carinho e amor encantam as pessoas e mostram um caminho verdadeiro até Jesus.
Teresinha deixou uma vida confortável e cheia de possibilidades para viver no Carmelo com simplicidade e total entrega a Deus.
Ao entrar no Carmelo, afirmou com convicção: “É para sempre que aqui estou.
É para sempre.”