Scalabriniana brasileira acolherá o Papa na "Maison Bakhita", em Paris

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Scalabriniana brasileira acolherá o Papa na "Maison Bakhita", em Paris
Fonte: VATICANO

No sábado, 26 de setembro, o primeiro compromisso do Santo Padre será na "Maison Bakhita", em Paris, que nasceu em resposta ao apelo do Papa Francisco para "acolher, proteger, promover e integrar" todo migrante. O centro foi intitulado à Josefina Bakhita, a religiosa sudanesa símbolo da luta contra a escravidão, e inaugurado em 25 de setembro de 2021.

Vatican News Um dos momentos mais aguardados da viagem do Papa Leão XIV à França é a visita à "Maison Bakhita", um projeto da Arquidiocese de Paris.

Trata-se de um centro de acompanhamento e integração para migrantes.

Ali, trabalha uma religiosa scalabriniana brasileira, Ir. Maria dos Santos, que foi entrevistada pelo colega Sebastián Andrés Sansón Ferrari. [ Audio Embed Ouça a entrevista] Irmã Maria, a senhora poderia apresentar para os nossos ouvintes o que é a Maison Bakhita, o que ela faz para a integração dos migrantes?

A Maison Bakhita é uma casa da Diocese, que foi fundada após a pandemia, inspirando-se na mensagem do Papa Francisco de 2017 para o Dia da Migração, com aqueles famosos verbos: acolher, proteger, etc.

E se quis criar algo diferente daquilo que já existia.

Então, nós servimos como uma ligação entre as associações, trabalhamos muito com parcerias entre as associações para juntar forças, e, sobretudo, acolher aqueles que ninguém acolhe, por motivos vários, sobretudo motivos de documentos.

Qual é o significado, então, para essa realidade bastante recente da Igreja em Paris Da visita do Santo Padre?

Olha, nós ficamos muito emocionados.

No primeiro dia que eu recebi a notícia, eu fiquei umas três noites a pensar... o que vamos fazer?

E foi muito bom, é um significado muito profundo, porque ele vem dar a sua mão a nós, vem nos fortificar, vem, como diz o nome, dar aquele abraço de pai.

O que a senhora gostaria que ficasse depois da viagem apostólica do Santo Padre, especificamente depois da sua visita à Maison Bakhita?

Qual compromisso vocês gostariam de fortificar?

A maioria que vem aqui não é cristã.

Eu gostaria que as pessoas não-cristãs se sentissem parte da Igreja não tanto como instituição, mas se sintam parte dessa comunidade que os envolve, dessas pessoas que, por motivos maiores, fizeram uma escolha. E, sobretudo, uma mensagem de um mundo sem fronteiras, uma religião sem fronteiras, as pessoas que tenham um coração aberto.  Alguma ideia que gostaria de acrescentar?  Olha, sobretudo, o meu agradecimento a Deus, pela essa grande visita.Nós, como congregação, temos 130 anos, é a primeira vez que um Papa vem visitar o trabalho das irmãs, duas irmãzinhas que não sabem bem falar, bem sofridas na vida, que passaram pela migração também.

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