Sobrinha-bisneta de Madre Paulina conhece, na Itália, as origens da santa do Brasil

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Sobrinha-bisneta de Madre Paulina conhece, na Itália, as origens da santa do Brasil
Fonte: VATICANO

Amábile Lúcia Visintainer é a primeira santa canonizada do Brasil e tia-bisavó da jornalista catarinense Andrieli Minatti. Madre Paulina nasceu na Itália, imigrou ainda criança para Nova Trento/SC, onde depois fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição: "cresci ouvindo a história de Santa Paulina. Meu nono era sobrinho dela", conta a brasileira. "Chorei várias vezes" em Vigolo, "essa conexão foi muito especial e a minha família ficou muito feliz com a realização desse sonho".

[ Audio Embed Ouça e compartilhe a reportagem especial] Andressa Collet - Vatican News Parentes de Madre Paulina, a primeira Santa do Brasil, estiveram na Itália neste início de mês de outubro para conhecer a terra de origem de Amábile Lúcia Visintainer.

Italiana de Vigolo Vattaro, província italiana de Trento (que em 1865 fazia parte da região Sul-Tirol, pertencente à Áustria), ela imigrou ainda criança para o interior de Santa Catarina em 1875: aos 10 anos, com a família e muitos outros trentinos, ajudou a dar início à localidade de Vígolo, atual município de Nova Trento.

E foi lá que Andrieli Minatti nasceu e morou até os 23 anos, quando se casou com William Holes Penha: "Sendo de Nova Trento, eu cresci ouvindo a história de Santa Paulina.

Meu nono era sobrinho de Santa Paulina e eu morava no Bairro Vígolo, que é a caminho do Santuário Santa Paulina, onde Santa Paulina viveu com a sua família.

Eu cresci ouvindo a história dela, participando das missas na Capela Nossa Senhora de Lourdes, que foi construída pelos meus antepassados, onde Santa Paulina rezou muitas vezes.

Lá tem uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes, onde ela e as amigas fizeram uma plantação de aipim, mandioca, e venderam para comprar essa imagem que veio da França.

E está lá até hoje para oração e veneração." Rezar pela paz com o Papa direto de Nova Trento Com a intercessão da própria Nossa Senhora de Lourdes, Andrieli, junto ao marido e à sogra Telva Anziliero Penha, esteve na Praça São Pedro em 4 de outubro para rezar com o Papa Leão XIV o Angelus dominical e pela paz no mundo.

Além da terra natal de Santa Paulina, a jornalista catarinense também queria muito conhecer o Vaticano, a Basílica de São Pedro e rezar com o Pontífice: "chorei ao ver o Papa, ao ouvi-lo, foi muito especial", contou Andrieli, comprometendo-se, inclusive, a rezar pela paz no Brasil, a partir da Capelinha Nossa Senhora de Lourdes em Vígolo, em Nova Trento. [ Photo Embed: Andrieli e o marido na Praça São Pedro, em 4 de outubro, para o Angelus com o Papa Leão XIV] A emoção da família ao conectar os países de Madre Paulina Madre Paulina morreu com 77 anos em 9 de julho de 1942, foi beatificada em 1991 em Florianópolis/SC e canonizada em 2002 no Vaticano, sempre por João Paulo II, passando a ser chamada de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus. “No serviço aos pobres e aos doentes, ela tornara-se manifestação do Espírito Santo, consolador perfeito; doce hóspede da alma; suavíssimo refrigério”, disse o Papa polonês na sua canonização.

Os restos mortais da primeira santa canonizada do Brasil estão na sede geral da Congregação Santa Paulina em São Paulo-SP, onde a religiosa viveu a maior parte da vida.

Os últimos 24 anos foram, então, dedicados aos ex-escravos idosos, órfãos e pobres.

São inúmeros os devotos de Santa Paulina no Brasil e também no exterior, mas dois lugares recebem grande número deles: na própria Capela Sagrada Família e Santa Paulina, no Bairro Ipiranga em SP, e no Santuário Santa Paulina, em Nova Trento/SC, onde começou a missão ao fundar a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição - que hoje está presente em 12 países para cuidar da vida, com foco nas mulheres e jovens, em saúde integral, nos idosos e povos originários.

Um orgulho para a família, conta Andrieli, que realizou um sonho na Itália: "Eu cresci ouvindo a história dela e sempre tive o sonho de conhecer o local de onde ela saiu e de onde vieram os meus antepassados.

Então, eu fui a Trento e fiquei hospedada na casa das Irmãs, que hoje é mantida pela Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

O local onde Santa Paulina nasceu, ele fica num subsolo da casa.

Muito bonito local, hoje restaurado, mas, na época, se tratava de uma estrebaria porque a família era muito pobre.

E foi um local cedido pelos parentes para que Napoleão e Ana, que eram os pais de Santa Paulina, morassem com os seus filhos.

Foram 5 filhos que imigraram com eles para o Brasil.

E foi uma emoção muito grande ficar hospedada lá.

Agradeço a Irmã Ana Tomelin, que nos acolheu, nos hospedou e fez um tour por Vigolo, contando detalhes da história que eu não conhecia.

Foi uma emoção muito grande, chorei várias vezes e tive o prazer de ficar no espaço lá da casa, onde ela nasceu e viveu alguns momentos: sozinha, fazendo as minhas orações, e foi mágico.

Eu também trabalhei no Santuário Santa Paulina, sou jornalista, e no santuário eu vi e escrevi muitas histórias de pessoas que alcançaram graças pela intercessão de Santa Paulina. Então, essa conexão foi muito especial e a minha família ficou muito feliz com a realização desse sonho.

Mandei fotos, fiz chamadas de vídeo com eles para mostrar a eles também.

Foram momentos muito especiais que nós vivemos aqui na Itália."

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