O Papa da Igreja Copta Ortodoxa, Tawadros II, participou da assinatura de um protocolo destinado a promover a colaboração nas áreas de assistência social e serviços de saúde. “A obra social na Igreja se distingue porque está envolvida por um espírito de amor que não faz distinção entre uma pessoa e outra”, afirmou.
Vatican News O Papa da Igreja Copta Ortodoxa, Tawadros II, participou da cerimônia de assinatura de um protocolo de cooperação entre a Igreja Copta e a Fundação da Fraternidade Humana, com o objetivo de promover a colaboração nos setores da assistência social e dos serviços de saúde.
Sua Santidade recebeu, ontem, na sede patriarcal do Cairo, monsenhor Yoannis Lahzi Gaid, ex-secretário pessoal do Papa Francisco, presidente da Fundação Bambino Gesù do Cairo ETS e presidente do Conselho de Administração da Fundação da Fraternidade Humana.
Ele estava acompanhado pelo doutor Gamal Zaki e pela senhora Nelly Fahmy, membros do Conselho de Administração.
A serviço da humanidade O texto do protocolo destaca que a Igreja Copta Ortodoxa é uma das Igrejas mais antigas e ilustres do mundo, profundamente enraizada na história milenar do Egito e em sua identidade nacional.
Inspirada pelo espírito do amor, da paz e do serviço à comunidade, a Igreja empenha-se constantemente na promoção dos valores da cidadania e da convivência pacífica.
Por meio de suas instituições de desenvolvimento e assistência social, dedica-se também ao serviço de toda a humanidade, sem distinção ou discriminação.
Concretizar o Documento sobre a Fraternidade Humana O protocolo especifica ainda que a Fundação da Fraternidade Humana para os Serviços é uma organização egípcia que tem como objetivo promover os valores da fraternidade humana e concretizar os elevados princípios estabelecidos pelo Documento sobre a Fraternidade Humana.
Esse compromisso é realizado por meio da prestação de ajuda humanitária e social, do apoio às pessoas necessitadas e da assistência aos doentes, órfãos, idosos e pessoas com deficiência, sem qualquer discriminação ou exclusão.
A Fundação também trabalha na implementação de projetos inovadores e de particular relevância no Egito.
Entre eles estão estruturas de acolhimento para crianças e pessoas necessitadas, hospitais dedicados à assistência materno-infantil, serviços para pessoas com deficiência, iniciativas de unidades médicas móveis e campanhas de saúde, além de refeitórios que distribuem refeições àqueles que não dispõem de recursos para adquirir alimentos. [ Photo Embed: Momento após a assinatura do Protocolo] Cooperação e sinergia A assinatura do protocolo pretende fortalecer a cooperação e a integração nos âmbitos humanitário e social, promovendo a sinergia entre as diferentes instituições envolvidas.
O objetivo é apoiar os grupos mais vulneráveis e contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
O acordo estabelece também um quadro de colaboração e cooperação entre a Igreja Copta Ortodoxa e a Fundação, nos diversos setores abrangidos pelas respectivas atividades e competências.
Pão e medicamentos O protocolo foi assinado pelo reverendo padre Moussa Ibrahim, porta-voz da Igreja Copta Ortodoxa, em representação da Igreja, e por monsenhor Yoannis Lahzi Gaid, em representação da Fundação da Fraternidade Humana.
Em sua intervenção antes da assinatura, monsenhor Yoannis Lahzi Gaid afirmou que a formalização do acordo com a Igreja Copta representa, ao mesmo tempo, uma bênção e uma grande responsabilidade confiada à Fundação da Fraternidade Humana.
Manifestou o desejo de que essa colaboração se torne fonte de bênçãos, de bem e de cura, levando “pão e medicamentos” a um número cada vez maior de irmãos e irmãs necessitados.
Monsenhor Lahzi Gaid também apresentou os serviços oferecidos pela Fundação por meio da casa de acolhimento para órfãos na Nova Capital Administrativa do Egito, do projeto Bambino Gesù e do programa de missões médicas no Hospital Italiano.
A iniciativa garante gratuitamente às crianças e às suas famílias tratamentos médicos, consultas diagnósticas e intervenções cirúrgicas.
Ele informou que, ao longo do ano anterior, foram atendidos 9 mil pacientes.
Colaboração entre as instituições Por sua vez, o reverendo padre Moussa Ibrahim ressaltou que a colaboração entre diferentes instituições produz resultados concretos e benefícios tangíveis para as pessoas necessitadas.
Destacou que o trabalho conjunto confere uma profundidade especial à própria atividade, favorece o conhecimento mútuo e a aproximação entre as instituições envolvidas e torna concreto o mandamento cristão do amor, oferecendo uma imagem mais autêntica do cristianismo.
Também reiterou que a cooperação nos setores humanitários possui um valor particularmente importante.
O amor de Cristo por cada ser humano Em sua intervenção, o Papa Tawadros II recordou que a obra social está presente em todo o mundo e se manifesta de diferentes maneiras.
Entretanto, quando realizada por meio da Igreja, assume uma característica muito particular, pois é envolvida por um espírito de amor que não faz distinção entre uma pessoa e outra.
Tawadros II observou que os serviços oferecidos pela Fundação da Fraternidade Humana constituem uma obra de grande valor, pois levam o amor de Cristo a cada ser humano.
O Papa copta manifestou também sua alegria pela participação da Igreja Copta Ortodoxa nesse serviço e pela colaboração iniciada com a Fundação da Fraternidade Humana, que permitirá oferecer uma assistência ainda mais eficaz e qualificada.
Por fim, recordou que essa colaboração teve início durante o pontificado do saudoso Papa Francisco, que sempre se distinguiu por seu grande amor e profundo espírito de cooperação.
Também estiveram presentes na cerimônia de assinatura o padre Emmanuel Al-Muharraqy, diretor do escritório de Sua Santidade, e o diácono Joseph Reda, membro da Secretaria de Sua Santidade.