Trégua entra em vigor em Oleshky para permitir ajuda humanitária e retirada de civis

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Trégua entra em vigor em Oleshky para permitir ajuda humanitária e retirada de civis
Fonte: VATICANO

Após a conversa por telefone com o presidente Putin, em 16 de outubro, Leão XIV falou com Zelensky no dia 19 sobre a situação na cidade da região de Kherson, ocupada pelos russos, onde os habitantes estão no limite e todas as vias de fuga estão bloqueadas. O Pontífice pediu a colaboração de ambas as partes para garantir a chegada de ajuda e a evacuação “voluntária e segura” dos moradores.

Vatican News O cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia na cidade de Oleshky, na região de Kherson, no sul da Ucrânia, entrou em vigor nesta terça-feira, 27 de outubro.

O acordo busca permitir a entrada de ajuda humanitária e a evacuação segura de civis que permanecem na localidade, ocupada pelas forças russas desde 2022 e atualmente submetida a uma grave crise humanitária.

A trégua começou às 3h, no horário local, e foi articulada com a participação da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump.

O entendimento representa uma oportunidade para levar alimentos, medicamentos e água potável a uma população que enfrenta condições cada vez mais difíceis.

Segundo estimativas ucranianas e norte-americanas, cerca de 2 mil pessoas ainda vivem em Oleshky, que antes da guerra tinha aproximadamente 24 mil habitantes.

Entre os moradores que permanecem na cidade estão crianças, idosos e pessoas com dificuldades para deixar a região, marcada por combates, estradas minadas e ataques recorrentes. [ In Evidence ] Mediação internacional e apelo do Papa Leão XIV   A trégua foi viabilizada por esforços diplomáticos que envolveram Melania Trump, representantes russos e ucranianos e interlocutores internacionais.

O Papa Leão XIV também teve papel importante ao chamar a atenção para a emergência humanitária.

Em conversas telefônicas com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o Pontífice insistiu na necessidade de uma pausa nos combates que permita o envio de alimentos e medicamentos, além da retirada segura e voluntária dos civis.

Segundo as informações divulgadas, a operação humanitária deverá ser realizada por etapas.

A previsão é de que equipes levem médicos, medicamentos, alimentos e água à cidade antes da abertura de corredores para a evacuação.

Autoridades civis dos dois países deverão avaliar as necessidades dos moradores, e aqueles que desejarem partir poderão receber apoio para chegar ao destino escolhido, seja em território ucraniano, seja na Rússia.

Ainda não foram divulgados todos os detalhes da operação nem definido publicamente um mecanismo independente de monitoramento do cessar-fogo. [ In Evidence ] Uma população à beira de uma catástrofe humanitária   A situação em Oleshky foi agravada pela proximidade da linha de frente e pela destruição da barragem de Kakhovka, em junho de 2023, que provocou grandes inundações na região.

A escassez de alimentos e medicamentos, as dificuldades de acesso à água potável e à eletricidade e os riscos associados a minas terrestres e ataques com drones tornam a sobrevivência particularmente difícil.

Relatos de pessoas que mantêm contato com moradores descrevem famílias sem acesso regular até mesmo à farinha necessária para fazer pão.

A entrada em vigor da trégua constitui, portanto, uma oportunidade concreta de aliviar o sofrimento da população civil, embora ainda não represente uma solução para o conflito.

Enquanto o acordo se concentra em uma área limitada, os ataques continuam em outras partes da Ucrânia, inclusive em Kiev.

A eficácia da pausa dependerá do respeito aos compromissos assumidos, da segurança dos corredores humanitários e da capacidade de fazer chegar assistência a quem mais precisa.

O cessar-fogo em Oleshky recorda que, mesmo em meio a uma guerra prolongada, a proteção da vida humana deve permanecer uma prioridade.

Para os milhares de civis atingidos pelo conflito, a trégua só produzirá resultados reais se o silêncio das armas se transformar em alimentos, cuidados médicos, água potável e uma possibilidade segura de deixar a zona de combate

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