Parece possível um reinício das negociações entre Moscou e Kiev. Do Fórum Econômico Oriental de Vladivostok, uma possível abertura vem diretamente do líder do Kremlin. Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aguarda a visita dos enviados de Trump a Kiev. Mas a tensão entre Moscou e Bruxelas continua alta, devido à ameaça de uma guerra híbrida
[ Audio Embed Ouça e compartilhe] Vatican News [ Read Also ] “Há possibilidades?
Na minha opinião, sim, há”: essas foram as palavras do presidente russo, Vladimir Putin, que respondeu a uma pergunta feita por um jornalista durante o fórum econômico de Vladivostok sobre uma remota esperança de diálogo pela paz, após a invasão em grande escala da Ucrânia. “No entanto, as ameaças feitas por Kiev aos voos civis que sobrevoam a Rússia complicam as possibilidades de negociações”, precisou Putin.
A referência é ao aviso de Zelensky, em 1º de setembro, às companhias aéreas de que o espaço aéreo russo “estará de fato fechado” devido aos drones ucranianos. “Foram da Rússia que vieram os primeiros mísseis e os primeiros drones, e eles cruzaram a fronteira do nosso país partindo do espaço aéreo russo.
Essa escalada não pode e não ficará confinada ao território ucraniano”, foi o aviso lançado pelo líder de Kiev.
Enviados de Trump são esperados em Kiev e Moscou [ Read Also ] Steve Witkoff e Jared Kushner, os enviados do presidente dos EUA, são aguardados nos próximos dias tanto em Kiev quanto em Moscou.
O anúncio foi feito por Zelensky, que especificou que as datas preliminares já teriam sido definidas.
Há, portanto, grande expectativa em relação a essa visita à capital ucraniana, que, na verdade, ainda não havia sido incluída nas viagens diplomáticas dos dois enviados norte-americanos, que, por outro lado, já haviam se deslocado várias vezes a Moscou.
Dias atrás, a Ucrânia e os Estados Unidos propuseram ao presidente russo Vladimir Putin um encontro trilateral com Zelensky e Trump para discutir, no mais alto nível, as condições para pôr fim à guerra.
O Kremlin rejeitou até o momento essa possibilidade e também não aceitou o pedido de um cessar-fogo imediato apresentado por Kiev com o apoio de Washington. [ Read Also ] As tensões entre Moscou e Bruxelas Por outro lado, a tensão entre o Kremlin e as autoridades da UE continua alta, após as acusações da Alemanha a Moscou pelos drones-bomba em Leipzig.
De acordo com o governo de Berlim, de fato, o dispositivo teria sido lançado propositalmente pelas forças militares russas.
Seguiu-se uma série de retaliações: Berlim fechou a Casa Russa na capital alemã e, no Fórum de Vladivostok, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, anunciou que a Rússia fechará as sedes do Goethe-Institut em Moscou, São Petersburgo e Ekaterinburg.
Ataques recíprocos entre Moscou e Kiev [ Read Also ] Enquanto isso, no campo de batalha, continuam os ataques cruzados.
Kiev atacou a cidade de Sochi, no Mar Negro, atingindo uma refinaria e uma base da defesa antiaérea russa.
Mísseis lançados de Moscou também atingiram Dnipro e Odessa, onde se registrou uma morte e cinco feridos.
Kiev também foi atacada novamente; há pelo menos uma semana, a cidade vive em alerta máximo devido aos ataques contínuos e prolongados, onde atualmente se contabilizam 14 mortos.