“Um caminho de esperança”, o convite ao diálogo dos cardeais Fernández, Koch e Koovakad

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“Um caminho de esperança”, o convite ao diálogo dos cardeais Fernández, Koch e Koovakad
Fonte: VATICANO

Entrevistas com os prefeitos dos Dicastérios para a Doutrina da Fé, para o Diálogo Inter-religioso e para a Promoção da Unidade dos Cristãos sobre a Nota aos sessenta anos da Declaração conciliar Nostra aetate.

Vatican News Um testemunho de “amor fraterno”, um apelo ao diálogo dirigido aos fiéis de outras tradições religiosas, em um momento em que os próprios alicerces do diálogo estão sendo minados pelo fundamentalismo, pelo extremismo, pela violência e pela marginalização.

Ao mesmo tempo, um convite à colaboração, à construção da fraternidade e ao trabalho conjunto para ajudar os mais pobres.

Assim, em resumo, é apresentado à mídia vaticana *Um caminho de esperança: sessenta anos de diálogo e fraternidade inter-religiosa à luz da Declaração conciliar Nostra aetate, por aqueles que a assinaram: os prefeitos dos Dicastérios para a Doutrina da Fé, para o Diálogo Inter-religioso e para a Promoção da Unidade dos Cristãos, respectivamente os cardeais Victor Manuel Fernández, Kurt Koch e George Koovakad.

Por ocasião da publicação, hoje, 16 de setembro, os cardeais destacam os pontos centrais do documento que reafirma o desejo dos padres do Concílio Vaticano II de uma Igreja que se coloque em diálogo com todos.

Um diálogo urgente diante dos desafios de hoje. [ In Evidence ] Hoje, como afirma o cardeal Fernández em sua entrevista, o “individualismo” e a “egolatria” estão se disseminando cada vez mais, levando todos “a se fecharem em si mesmos e a pensar que os outros simplesmente não existem”.

A Igreja se opõe a tudo isso, aproximando-se dos fiéis de outras tradições religiosas e reafirmando que o desejo de dialogar e colaborar é “algo natural”.

Acima de tudo, ela afirma que “todas as religiões são a favor da paz, nunca da guerra”. [ In Evidence ] Com foco especial na relação entre judeus e cristãos, a entrevista do cardeal Koch destaca a “tensão dolorosa” que muitos cristãos vivem entre “seu vínculo com o povo judeu e o dever ético para com aqueles que sofrem em Gaza”. “Precisamos conversar honestamente uns com os outros sobre essa nova situação”, ressalta o cardeal. “É impossível” ser discípulo de Cristo e, ao mesmo tempo, antissemita, salienta o cardeal, reafirmando a convicção da Santa Sé “de que somente a criação de dois Estados poderá trazer a paz ao Oriente Médio”. [ In Evidence ] Por sua vez, o cardeal Koovakad relembra os grandes encontros inter-religiosos que resultaram em declarações conjuntas, mas também em “apelos concretos e colaborações” em favor de migrantes, refugiados, vítimas de conflitos e daqueles que sofrem discriminação religiosa.

Este é um sinal, segundo o cardeal, dos frutos da Nostra aetate: não “um texto isolado”, mas um “grão de mostarda institucional e teológico” que tornou o diálogo “uma dimensão constitutiva da missão evangelizadora”.

A fraternidade, apela o cardeal, “não deve ficar no papel”, mas deve ser vivida nas Igrejas, nas escolas e nas famílias. [ In Evidence ]

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