Vietnã: a missão das Irmãs Amantes da Santa Cruz juntos aos marginalizados - Vatican News via Acervo Católico

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Vietnã: a missão das Irmãs Amantes da Santa Cruz juntos aos marginalizados - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Nos arredores de Hanói, no norte do Vietnã, as Irmãs Amantes da Santa Cruz (LHC) partilham o amor de Deus ao promover e preservar a dignidade humana de tantos marginalizados, entre pessoas com deficiência, idosos, crianças indesejadas e minorias étnicas pobres.

Ngoc Nguyen No Vietnã contemporâneo, onde as pessoas estão cada vez mais concentradas nos valores materiais e no desejo de obter riqueza rapidamente, há uma diminuição da atenção ao bem comum e ao reconhecimento da dignidade humana, uma vez que o individualismo egoísta provoca a marginalização daqueles que dificultam a concretização destes objetivos. Os mais vulneráveis são as pessoas com deficiência e os idosos, vistos como um fardo inútil para a sociedade; as crianças indesejadas, em particular as meninas, numa sociedade que valoriza a descendência masculina; e as minorias étnicas pobres nas áreas remotas do país. Em contrapartida, as Irmãs Amantes da Santa Cruz de Hanói (LHC) reconhecem a dignidade humana intrínseca de todas as pessoas, independentemente da sua posição ou situação na sociedade. Assim, as religiosas trabalham incansavelmente para que a dignidade dos pobres, dos marginalizados, dos idosos e dos indefesos seja reconhecida e respeitada. Ensinar a cuidar de si mesmo As religiosas LHC, para ajudar a aliviar a dor dos marginalizados e a respeitar a dignidade humana, abriram uma comunidade especializada, chamada Casa do Amor. Nesse espaço, elas acolhem aqueles que vivem uma vida e situação difíceis, como os idosos indefesos e as pessoas com deficiências, tais como a cegueira, os problemas neurológicos e até, em circunstâncias especiais, a paralisia. Aqueles que são acolhidos na Casa do Amor são cuidados pelas religiosas. Para a Ir. Phuong Nguyen, que trabalha na Casa do Amor de Ke Nghe, as pessoas que vêm para a casa enfrentam situações difíceis ou não podem ser assistidas pelos próprios familiares. Os membros da família confiam o filho ou o parente às religiosas. Aqui, elas lhes ensinam pacientemente como cuidar de si próprios. Encorajam aqueles que vivem na casa e têm a possibilidade de participar das atividades domésticas como a missa diária, a preparar as refeições, a confeccionar objetos feitos à mão e lanches caseiros para venda. Essas atividades não só ajudam as crianças a crescerem espiritualmente, mas também a se integrarem na vida comum: enquanto experimentam o amor de Deus, reconhecem também que ainda são úteis para a comunidade e para os outros que vivem na casa. Além disso, para promover a solidariedade e desenvolver uma cultura de amor e de cuidado, as irmãs incentivam todos aqueles que vivem com elas na Casa do Amor a ajudar os outros. Por exemplo, as pessoas que têm pelo menos uma mão boa podem ajudar os paralíticos e aqueles que conseguem andar ajudarão os seus amigos que estão confinados a uma cadeira de rodas. A partir desses pequenos gestos, as pessoas na Casa do Amor sabem que são amadas, cuidadas e reconhecidas como pessoas úteis dentro da sua pequena comunidade. Apoio aos pobres As religiosas LHC de Hanói também prestam assistência médica aos pobres. A comunidade Chi Long é um dos ramos apoiados pela Congregação das Amantes da Santa Cruz de Hanói. Aqui, as religiosas organizam dias de controle médico e oferecem medicamentos gratuitos aos pacientes locais, sem distinguir entre católicos e não católicos. São acompanhadas por médicos locais e apoiadas por benfeitores que disponibilizam os recursos e dedicam tempo a essas obras. Da mesma forma, todos os sábados, as irmãs acolhem idosos e pessoas com deficiência que não têm familiares que cuidam deles, para que se submetam a consultas médicas gratuitas e recebam medicamentos, independentemente de quem sejam. Essa sensibilização não se limita ao apoio médico, mas inclui também um convite a se unirem às irmãs que lhes servem o almoço. Além do mais, as religiosas visitam assiduamente os idosos da aldeia e das zonas limítrofes. Esses programas são cruciais para muitas pessoas carentes. Sem elas, muitas pessoas nestas áreas «não se atreveriam a adoecer». O coração alargado de Jesus Seguindo os passos de Jesus, as religiosas LHC têm a responsabilidade de se tornarem a extensão das mãos, do coração, da mente, da boca e dos pés de Jesus para continuar a Sua missão salvífica. Esses ministérios são expressão da opção preferencial pelos pobres, da partilha, do amor, da caridade e, acima de tudo, do respeito pela dignidade humana. O reconhecimento, por parte das religiosas, da dignidade intrínseca de cada pessoa é o fundamento para os ministérios significativos que permitem que as irmãs apoiem e aliviem a dor dos irmãos. A missão das religiosas consiste em exaltar a dignidade das pessoas vulneráveis na sociedade e na Igreja, bem como cumprir o ensinamento do fundador da congregação, o bispo Lambert de la Motte, que afirmava: «... Amantes da Santa Cruz devem ter um coração compassivo e tornar-se as mãos visíveis de Cristo crucificado. Para partilhar os sofrimentos do seu povo e confortá-lo». Porém, as religiosas não podem exercer esse ministério sem a colaboração dos seus numerosos benfeitores no Vietnã e no exterior. Esses ministérios são a forma através da qual as irmãs respondem ao mandamento de Jesus de nos amarmos uns aos outros, reconhecer a presença de Deus em cada pessoa e crescer na relação com Cristo. Jesus lembra-nos que o que fazemos aos mais pequeninos, fazemo-lo a Ele.

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