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    • Algo grande e que seja amor. A vocação cristã: procura, descoberta, fidelidade


Algo grande e que seja amor

Introdução


O Evangelho está cheio de encontros pessoais com Jesus: João e André, Pedro, Mateus, Marta, Maria e Lázaro, Nicodemos, a Samaritana. Estas histórias são muito mais do que um memorial do passado. São episódios de uma história ainda em aberto, e cheia de ação, também hoje. Embora possa parecer difícil encontrar-se com Jesus no meio das pressas e dispersão que nos rodeia e nos invadem, na verdade, o seu clamor ainda ecoa no coração dos jovens. É o que os faz, no fundo dos seus corações, querer coisas grandes. "Eles querem que a injustiça acabe.

Querem que as desigualdades sejam superadas e que todos participem nos bens da terra. Querem que os oprimidos obtenham a liberdade. Querem coisas grandes. Querem coisas boas"[1]. Por isso, os cristãos continuam a anunciar, em pleno século XXI, que somos muito queridos por Deus: que ele se preocupa muito connosco: que quer que sejamos felizes e que quer fazer do seu Amor a força que move o mundo.

"Quem sou eu?" é uma pergunta importante. Mas muito mais importante, diz-nos o Papa Francisco, é esta: "para quem sou eu?" [2]. A nossa identidade está enraizada naquilo que recebemos, mas assume a sua forma sobretudo a partir do amor a quem dedicamos a nossa vida. Amar a Deus, deixarmo-nos amar por Ele, dando este amor ao próximo... assim descobrimos quem somos.

A série de artigos deste livro, escritos por sacerdotes que trabalham com jovens, pretende ser uma ajuda para fazer esta descoberta. Fazêmo-lo com os primeiros discípulos de Jesus, com os ensinamentos do Papa, dos santos, de São Josemaría [3], e assim aprofundamos nessa realidade perene: Deus chama-nos; "Ele tem um plano para cada um: a santidade" [4].

O livro está dividido em três partes. A primeira, contém três artigos que apresentam, num quadro amplo, a realidade da chamada de Deus e o encontro com Ele. A segunda parte é mais extensa: apresenta diferentes caminhos vocacionais e aprofunda alguns aspectos do discernimento da própria vocação. Por último, a terceira parte é dirigida às pessoas que seguem o Senhor há já alguns anos; é um convite a contemplar, com memória agradecida, a beleza de uma vida no seguimento de Cristo.

São Josemaria lembrou-se de como, com apenas dezasseis anos, descobriu que o seu coração lhe pedia "algo grande e que seja amor " [5]. Espero que também possamos descobrir e redescobrir - porque o amor é sempre jovem, sempre surpreendente - algo grande e que seja amor.

Borja de Leon: Sacerdote, doutor em filosofia. Dedica-se ao atendimento espiritual de famílias e é capelão de uma escola em Madrid.


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