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Orações de adoração diante do Santíssimo Sacramento

Conclusão

Oração de São João Paulo II na adoração perpétua da Sagrada Eucaristia1

Senhor, ficai conosco!”

Estas palavras pronunciaram-nas pela primeira vez os discípulos de Emaús. Em seguida, no decurso dos séculos pronunciaram-nas, vezes infinitas, os lábios de tantos discípulos e confessores vossos, ó Cristo.

As mesmas palavras pronuncio eu hoje como bispo de Roma e primeiro servo deste templo, que surgiu no lugar do martírio de São Pedro.

Pronuncio-as para convidar-vos, Cristo, na Vossa presença eucarística, a acolher a quotidiana adoração, prolongada pelo dia inteiro, neste templo, nesta basílica e nesta capela.

Ficai conosco hoje e ficai, daqui em diante, todos os dias, conforme o desejo do meu coração, que satisfaz o apelo de tantos corações de várias partes, por vezes afastadas, e, sobretudo, de tantos que habitam nesta Sé Apostólica.

Ficai! a fim de podermos encontrar-nos convosco na prece de adoração e de ação de graças, na prece de expiação e de súplica, a que são convidados todos os visitantes desta basílica.

Ficai!, vós que estais ao mesmo tempo coberto no mistério eucarístico da fé e juntamente descoberto sob as espécies do pão e do vinho, as quais tomastes neste Sacramento.

Ficai!, para que se reconfirme incessantemente a vossa presença neste templo, e todos aqueles que nele entram notem que ele é a vossa casa, “o tabernáculo de Deus entre os homens” (Apocalipse 21,3), e, visitando esta basílica, encontrem nela a fonte mesma “de vida e de santidade que brota do Vosso coração eucarístico”.

Damos início a esta adoração perpétua, quotidiana, do Santíssimo Sacramento no princípio do Advento do Ano do Senhor de 1981, ano em que foram celebrados jubileus e aniversários importantes para a Igreja, ano de relevantes acontecimentos.

Tudo isto se realizou e se realiza entre a vossa primeira e vossa segunda vinda.

A Eucaristia é o testemunho sacramental da vossa primeira vinda, com a qual foram reconfirmadas as palavras dos profetas e satisfeitas as expectativas. Deixastes-nos, ó Senhor, o vosso Corpo e o vosso Sangue sob as espécies do pão e do vinho para que afirmem a sucedida redenção do mundo – a fim de que o vosso Mistério Pascal atinja todos os homens; como sacramento da Vida e da Salvação. A Eucaristia é, ao mesmo tempo, constante prenúncio da vossa segunda vinda e o sinal do Advento definitivo e ao mesmo tempo da expectativa de toda a Igreja: “Anunciamos, Senhor, a Vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição: Vinde, Senhor Jesus”.

Desejamos cada dia e cada hora adorar-vos, escondido sob as espécies do pão e do vinho, para renovar a esperança da “chamada para a glória” (cf. 1Pedro 5,10), cujo início vós constituístes, com o vosso corpo glorificado, “à direita do Pai”.

Um dia, Senhor, perguntastes a Pedro: “Amas-me?”.

Perguntaste-lo por não menos de três vezes — e por três vezes respondeu o Apóstolo: “Senhor, vós sabeis que vos amo” (João 21,15-17).

Que a resposta de Pedro, sobre cujo sepulcro foi erguida esta basílica, exprima-se mediante esta adoração de cada dia e do dia inteiro, que hoje iniciamos.

Que o indigno sucessor de Pedro na Sé romana — e todos aqueles que participam na adoração da Vossa Presença Eucarística — atestem mediante cada visita sua e façam de novo ressoar aqui a verdade encerrada nas palavras do Apóstolo: “Senhor, vós sabeis tudo, vós bem sabeis que vos amo”.

 

1. Essa oração foi realizada por São João Paulo II na Capela do Santíssimo, na Basílica de São Pedro — Vaticano, quando introduziu a adoração perpétua quotidiana nessa Basílica. Isso se deu em uma quarta-feira, dia 2 de dezembro de 1981, no início do Tempo do Advento.

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