A Diocese de São Tomé e Príncipe (uma das 21 dioceses que compõe a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé CEAST) está entre as delegações que estarão presentes em Angola no âmbito da visita do Papa Leão XIV, agendada para os dias 18 a 21 de abril de 2026.
Anastácio Sasembele - Luanda A confirmação foi feita à Correspondência da Rádio Vaticano em Angola por Dom João de Ceita Nazaré, que se encontra em Luanda para participar da 1ª Assembleia Plenária anual da CEAST, iniciada nesta quarta-feira (25/2) na capital angolana. Dom João sublinhou o significado espiritual da visita papal, afirmando que “esta visita do nosso pastor, do nosso vigário de Cristo na Terra, o Papa Leão XIV, a Angola acaba por ser esta presença do pai que visita os seus filhos”. O prelado destacou que, fazendo parte da mesma Conferência Episcopal, São Tomé e Príncipe não pode ficar de fora deste momento histórico para a Igreja na região. “Olhamos para esta visita com grande expectativa, como um sinal daquele que é chamado a educar e a coordenar o santo povo de Deus. ‘Apascenta as minhas ovelhas’, tal como disse Jesus a Pedro”, recordou. Para o bispo, o encontro com o Santo Padre será também uma ocasião de conforto e encorajamento num contexto marcado por desafios sociais e económicos. “Olhamos para esta visita como este encontro com o Vigário de Cristo, como alguém que nos vem trazer palavras de conforto, de orientação, palavras de coragem neste tempo marcado por muitos problemas. Os nossos países vão passando por situações de crise, de pobreza e de dificuldades”, afirmou. Dom João reforçou ainda que a mensagem do Papa será um apelo à esperança e à perseverança. “O Papa vem dizer-nos que, apesar das situações anómalas que nos afectam, não devemos desistir, mas desejar realmente ser sal e luz, ser esta presença de Cristo no meio da sociedade, uma vez mais.” Considerando o momento como “de grande significado”, o responsável eclesiástico manifestou gratidão pela visita e confiança na sua boa organização. “Esperamos que tudo venha a correr bem. Certamente virá também uma comissão de São Tomé que estará presente em Angola nesta ocasião. E esperamos que tudo decorra da melhor forma”, concluiu. A presença da delegação santomense reforça o carácter de comunhão e unidade que marca esta deslocação apostólica, integrada num périplo de dez dias do Papa pelo continente africano.