Na mensagem de Páscoa aos fiéis do Oriente Médio, os líderes religiosos convidam a ter esperança para "caminhar em uma vida nova", apesar de "uma guerra regional nova e devastadora".
Giovanni Zavatta – Vatican News Como as Escrituras ensinam e a fé revela, "a desolação do túmulo não foi o fim de uma história; a morte não teve a última palavra. Pelo poder de Deus, Cristo ressuscitou vitorioso da sepultura, rompendo os laços do pecado e da morte. Por isso, nestes tempos catastróficos, reafirmamos estas palavras poderosas e encorajadoras às nossas comunidades e aos cristãos do mundo inteiro": eis o que escreveram os patriarcas e líderes das Igrejas de Jerusalém em sua mensagem de Páscoa, que acaba de ser divulgada. E acrescentam: "Neste ano, nas semanas que precedem a comemoração da morte e ressurreição de Cristo, uma nova e devastadora guerra regional levou, mais uma vez, a Terra Santa e o Oriente Médio a um verdadeiro caos”. Cada dia que passa comporta uma escalada sempre mais violenta: um ciclo implacável de morte, destruição e sofrimentos horríveis, que agora até se espalha pelo mundo inteiro, causando crescentes dificuldades econômicas. Desta nuvem negra de devastação progressiva, uma profunda obscuridade envolve a nossa região, sufocando até o ar da sepultura sigilada de Cristo crucificado. A nossa esperança parece ter-nos abandonado”. “No entanto, como Cristo ressuscitou dos mortos por meio da glória do Pai, também nós possamos caminhar rumo a uma vida nova" (Romanos 6,4). Orações pelos que sofrem por causa da guerra Eis, portanto, o convite dos líderes religiosos de Jerusalém aos fiéis e a todos os homens e mulheres de boa vontade: "Trabalhar e rezar, incessantemente, pelo alívio das inúmeras multidões de todo o Oriente Médio, que sofrem gravemente pelas devastações guerra". E concluem: "Exortamos todos a interceder por uma solução imediata, a fim de que o derramamento de sangue acabe e a justiça e a paz possam, finalmente, prevalecer em toda a nossa região, dilacerada pela guerra, começando por Jerusalém até chegar a Gaza, Líbano, toda a Terra Santa, os Estados do Golfo, Teerã e aos confins da Terra".