Arcebispo de Teerã em Roma: que cessem a guerra no Golfo e a lógica de retaliação - Vatican News via Acervo Católico

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Arcebispo de Teerã em Roma: que cessem a guerra no Golfo e a lógica de retaliação - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

A urgência de restabelecer a paz num mundo dilacerado por múltiplos conflitos ressoou na noite desta segunda-feira (30/03) da Semana Santa na Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, em Roma. A vigília, presidida pelo cardeal vigário Baldo Reina, contou com a presença do cardeal da capital iraniana, Dominique Mathieu. “A guerra é uma aventura sem volta”, disse ele, e “uma espiral de lutos e violências”, enquanto são necessárias “novas soluções” e “espaços de diálogo”.

Valerio Palombaro - Vatican News “Nunca mais a guerra, aventura sem retorno; nunca mais a guerra, espiral de lutos e violências”: foi o grito lançado pelo cardeal Dominique Joseph Mathieu, arcebispo de Teerã-Isfahan dos Latinos, durante a vigília de oração pela paz presidida na noite desta segunda-feira (30/03) pelo cardeal vigário da diocese de Roma, Baldassarre Reina, na Basílica de Santa Cruz em Jerusalém. O arcebispo de Teerã, retomando alguns trechos de uma oração proferida por São João Paulo II em 2 de fevereiro de 1991, invocou a intercessão de Deus para que cesse a guerra no Golfo, que o obrigou a deixar a capital iraniana no último dia 8 de março: “detenha a lógica da retaliação e da vingança, sugira com o seu Espírito soluções novas, gestos generosos e honrosos, espaços de diálogo e de espera paciente mais fecundos do que os prazos apressados da guerra”. Os conflitos esquecidos e a Terra Santa ferida A oração da noite — que fez parte do percurso mensal intitulado “Missão de paz – Viagem no espírito”, promovido pelo Centro Missionário Diocesano (CMD) e pelo Departamento para a Pastoral Social e do Trabalho da Diocese de Roma, em colaboração com o Movimento pela Paz Pax Christi, Italia Solidale-Mondo Solidale, Ação Católica e Comunidade de Sant’Egidio – não deixou de voltar a atenção e a oração para os tantos conflitos “esquecidos” que dilaceram o mundo, como os do leste da República Democrática do Congo e do Sudão. Mas a vigília decorreu sob o signo dos acontecimentos que atormentam o Oriente Médio e a Terra Santa. Um certo alívio foi percebido pelos celebrantes pela decisão das autoridades israelenses de autorizar, ainda que com as restrições de segurança impostas devido à guerra, a realização das cerimônias da Semana Santa, depois que, no domingo (29/03), havia sido negado o acesso ao Santo Sepulcro ao Patriarca de Jerusalém dos Latinos, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e ao Custódio da Terra Santa, Pe. Francesco Ielpo. Muitos inocentes crucificados “Estamos ao lado do povo iraniano e de todos aqueles que neste momento sofrem”, declarou o cardeal Reina, falando aos jornalistas à margem da vigília: “esta igreja guarda uma das relíquias mais importantes da cruz de Cristo. A história se repete e há muitos inocentes crucificados. O Papa convida todos os cristãos a rezarem pela paz. É um momento dramático para toda a humanidade”. Abandonar a violência: a lição da história  “A violência só gera mais violência”, mas “como é que o homem não aprendeu essa lição fundamental da história?”: foi essa a pergunta que o cardeal vigário Reina colocou durante sua meditação na Basílica. “O mundo perdeu a paz” – observou o cardeal – e a sociedade está caminhando “para o absurdo”, “para o rearmamento que tem o sabor da morte”. O cardeal Reina expressou apreço pela presença do cardeal de Teerã, que se uniu a esta oração juntamente “com a de seu povo e de todos os povos marcados pela guerra”. “Jesus está no meio daqueles que sofrem”, disse ele. Jesus foi crucificado entre dois ladrões: “aquele que veio para trazer a paz encontra-se no meio, quase como se contasse a história de um Deus que se mistura com a nossa história, com o nosso sofrimento. Na esperança de que alguém se perceba Dele, para trazer a paz”. “Ajuda-nos a recuperar a paz”, insistiu o cardeal Reina, sublinhando que esta, em última análise, não é fruto de “uma escolha diplomática ou de uma estratégia, mas é Cristo”.

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