As novas gerações de filhos e filhas da imigração na Itália - Vatican News via Acervo Católico

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As novas gerações de filhos e filhas da imigração na Itália - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

No podcast da Rádio Vaticano intitulado Dicionário da Doutrina Social da Igreja, Veronica Riniolo analisa as novas gerações de italianos, filhos de imigrantes. “Construir uma sociedade mais justa e coesa significa reconhecer plenamente essas novas gerações como parte da comunidade. A exclusão e a discriminação são sinais de fragilidade para toda a sociedade”, afirmou ela.

Veronica Riniolo* O rosto da Itália mudou de maneira profunda. Cada vez mais crianças, adolescentes e jovens são filhos e filhas da imigração: nascidos ou criados em nosso país, falam italiano, frequentam nossas escolas, compartilham espaços de vida, aspirações e fragilidades com seus colegas. No entanto, seu pleno reconhecimento como parte integrante da sociedade permanece muitas vezes incompleto. Essas novas gerações não podem ser consideradas “imigrantes”. Elas não atravessaram fronteiras, mas construíram seu próprio caminho de vida dentro da sociedade italiana. No entanto, continuam expostas a riscos de exclusão e discriminação, ligados à cor da pele, a símbolos religiosos visíveis ou a um nome percebido como estrangeiro. As pesquisas mostram como, paradoxalmente, justamente quem está mais integrado e instruído pode perceber com maior intensidade essas formas de exclusão. A doutrina social da Igreja oferece chaves de leitura valiosas para interpretar essa realidade. Em Fratelli tutti, o Papa Francisco reitera com veemência a ideia de uma “fraternidade aberta”, capaz de ir além das diferenças de origem, cultura ou religião, e condena toda forma de fechamento e racismo que mina a dignidade humana. Da mesma forma, Laudato si’ propõe a imagem da “família universal” que habita uma “casa comum”, convidando a reconhecer os laços que unem todos os seres humanos. Nessa perspectiva, a inclusão dos filhos e das filhas de imigrantes não é apenas uma questão social ou política, mas uma responsabilidade coletiva que diz respeito à qualidade da convivência democrática. Escolas, paróquias, oratórios e associações podem se tornar espaços concretos de encontro e reconhecimento, nos quais as diferenças não sejam vistas como uma ameaça, mas como um recurso. Construir uma sociedade mais justa e coesa significa reconhecer plenamente essas novas gerações como parte da comunidade. A exclusão e a discriminação não afetam apenas quem as sofre: são sinais de fragilidade para toda a sociedade. O caminho indicado pelo Magistério é claro: acolhimento, diálogo e fraternidade como fundamentos de um futuro compartilhado. *Professora de Sociologia da Convivência Interétnica na Universidade Católica do Sagrado Coração

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