Cardeal Parolin: é preciso pôr fim à insensatez da guerra; a Páscoa é a festa da paz - Vatican News via Acervo Católico

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Cardeal Parolin: é preciso pôr fim à insensatez da guerra; a Páscoa é a festa da paz - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

O secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, à margem de uma jornada de estudos na Biblioteca Apostólica Vaticana dedicada a Alcide De Gasperi, responde aos jornalistas. Ele espera que na Terra Santa se possam celebrar os ritos da Semana Santa pelo menos dentro dos locais sagrados. Sobre a situação política italiana, ressalta que “o conflito não contribui para o bem da sociedade e do país”. Já sobre o tema da missa tridentina, espera que ela “não se torne um campo de batalha”.

Vatican News “Pôr fim a essa insensatez que é a guerra”. É o apelo que o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, compartilha com um grupo de jornalistas, à margem da jornada de estudos dedicada ao estadista italiano Alcide De Gasperi, que ocorre nesta quinta-feira (26/03) na Biblioteca Apostólica Vaticana. O pensamento está voltado para a Terra Santa, que se prepara para viver uma Semana Santa com fortes limitações e restrições, devido à guerra. O cardeal expressa a esperança de que “pelo menos dentro” dos locais sagrados, como a Igreja do Santo Sepulcro, “se possam celebrar os ritos”. Em vista da Páscoa, ele renova, portanto, o apelo para que se ponha fim à violência: “a Páscoa é a festa da paz, a paz do Senhor ressuscitado e, portanto, é uma ocasião especial para renovar este convite e pôr fim a esta insensatez que é a guerra”. Na Itália, a colaboração pelo bem comum Quanto à situação política, poucos dias após o resultado do Referendum sobre a justiça, que decretou a vitória do “Não”, Parolin – ressaltando que é “sempre difícil pronunciar-se sobre os acontecimentos italianos” – destaca “o grande interesse” demonstrado pelos italianos em relação à votação do referendo, expresso “através de uma participação notável”. “Acho que todos ficamos um pouco surpresos ao ver a porcentagem de pessoas que votaram... Eu – diz o secretário de Estado do Vaticano aos jornalistas – acredito que, na verdade, o sensato seria valorizar tudo isso, mas cada um do seu ponto de vista, naturalmente, pois há diferentes interpretações tanto da participação quanto do resultado”. O desejo, tendo em vista também algumas tensões políticas no governo italiano, é que “tudo isso possa contribuir para uma maior concórdia e colaboração, sempre com vistas ao bem comum do país”. “Certamente, preocupa a conflituosidade que não contribui para o bem da sociedade e do país”, acrescenta o cardeal, e convida “a aproveitar este momento, que em nível internacional é particularmente complicado e doloroso, também para tentar criar uma sinergia. Cada um a partir de seu ponto de vista, cada um com sua contribuição, mas pelo bem do país”. Educar os jovens aos valores Ainda com o olhar voltado para a Itália, o cardeal responde a uma pergunta sobre o recente caso noticiado do esfaqueamento de uma professora por um aluno de 13 anos em Bergamo. “Diante desses fenômenos, é necessária também uma intervenção normativa que, na medida do possível, previna e impeça esses episódios”, afirma. Ao mesmo tempo, segundo o cardeal, “é uma questão de valores: quais são os valores que inspiram também nossos jovens? Quais são os valores que transmitimos aos nossos jovens e que impedem essas degenerações que acabam ocorrendo?”. “É uma questão fundamentalmente de educação”, acrescenta o cardeal, desejando que a escola se torne “um lugar onde se aprende a viver juntos, a respeitar-se e a ser construtivo”. A liturgia não seja motivo de conflito Por fim, foi feita ao cardeal uma pergunta sobre a missa tridentina, logo após a publicação da mensagem do Papa — assinada pelo próprio secretário de Estado — dirigida aos bispos franceses reunidos em plenária em Fátima, na qual Leão XIV expressava preocupação pelo fato de que “continua a abrir-se na Igreja uma dolorosa ferida relativa à celebração da missa” e pedia “que se incluíssem generosamente as pessoas sinceramente ligadas ao Vetus Ordo”. Na mesma linha, Parolin reitera que “a liturgia não deve se tornar motivo de conflito e de divisão entre nós”. “Trata-se de encontrar a fórmula que possa atender às legítimas necessidades. Acredito que isso seja possível, sem transformar a liturgia em um campo de batalha”.

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