Dom Cláudio Dalla Zuanna, Arcebispo da Beira e Magno Chanceler da Universidade Católica de Moçambique (UCM), falando na última sexta-feira, 13 de março, durante a abertura do Ano Académico desta instituição do ensino superior na cidade da Beira, enfatizou que o País precisa com urgência de cidadãos íntegros capazes de resistir à corrupção, num evento testemunhado por governantes, comunidade académica e convidados.
Rogério Maduca – Beira, Moçambique No seu discurso, o prelado destacou que a UCM, distingue-se não apenas pelo que ensina, mas pelo como e por que o faz. E a abertura ao horizonte do bem, do belo e do verdadeiro é o que distingue uma formação integral de uma formação meramente técnica. O Arcebispo entende que Moçambique necessita de profissionais competentes, mas igualmente precisa de cidadãos íntegros, capazes de resistir à corrupção. Numa altura em que persistem as desigualdades sociais no país, o que coloca em causa o acesso ao conhecimento, sublinha que a universidade deve ser um agente transformador da realidade social, sendo assim, a UCM assume a sua vocação, de formar quem outros não formam, servir comunidades esquecidas. Intervindo na ocasião, o Reitor da UCM, Professor Doutor Padre Filipe Sungo, acolheu aos novos estudantes, ao desejar-lhes “boas-vindas”, acrescentando que a sua presença é fruto do esforço e dedicação. Reconheceu ainda que, cada um leva consigo uma história única, e na UCM encontrará terreno fértil para crescer. O Secretário de Estado na Província, Manuel Rodrigues e Albano Carige, Presidente do Município, foram unânimes com relação ao papel das universidades na sociedade, em resposta aos desafios existentes por meio do pensamento crítico. A cerimónia oficial da abertura do Ano Académico 2026 na Universidade Católica de Moçambique, foi ainda marcada por uma aula inaugural ministrada pelo escritor e biólogo moçambicano, Mia Couto, sob o tema: "Construir Moçambique a partir da Universidade: Educar para uma Sociedade plural, Ética e Sustentável".