Dom Peña Parra deixa Secretaria de Estado rumo à nunciatura da Itália - Vatican News via Acervo Católico

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Dom Peña Parra deixa Secretaria de Estado rumo à nunciatura da Itália - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

O arcebispo venezuelano, até agora substituto e hoje nomeado pelo Papa novo núncio na Itália e em San Marino, se despediu de superiores, oficiais e colaboradores com os quais, desde 2018, viveu uma fase “interessante, cheia de ensinamentos e desafios”. Anos de trabalho “intensos”, entre a Covid e a morte do Papa Emérito Bento XVI e de Francisco, com momentos também de “sofrimento institucional”.

Salvatore Cernuzio – Vatican News  Usando a imagem do “trem”, o arcebispo Edgar Peña Parra, até agora substituto da Secretaria de Estado e a partir de hoje (30/03) nomeado núncio apostólico na Itália e na República de San Marino, descreve sua vida, seu trabalho e as muitas mudanças que o acompanharam nesses anos. O arcebispo venezuelano reuniu na primeira seção de Assuntos Gerais da Secretaria de Estado, superiores, o assessor, oficiais e colaboradores para dar sua despedida pessoal antes de se transferir para o cargo conferido pelo Papa “com confiança”. Lealdade e dedicação ao Papa Ao Papa Leão XIV, dom Peña Parra assegura “lealdade, dedicação e oração” e expressa sua gratidão por esta nomeação, que, disse ele, vê como “uma renovada chamada ao serviço, na comunhão e na obediência”. “Estou sinceramente feliz por ir à Itália para começar esta nova missão”, afirmou o arcebispo, que nasceu no noroeste da Venezuela, em Maracaibo, e percorreu o mundo durante seu serviço diplomático junto à Santa Sé iniciado em 1993, período em que representou o Papa nas Nunciaturas do Paquistão e de Moçambique. Em um trem de alta velocidade  Um trem, justamente, que “parte para um destino final, mas que ao longo do trajeto faz várias paradas, em lugares distintos, por um tempo determinado, com pessoas diferentes, antes de chegar ao destino último”. “Às vezes parecia que eu estava em um "Frecciarossa" (trem italiano de alta velocidade), tanta é a rapidez da vida da Igreja. Em certo momento, o Senhor nos faz subir em um vagão, nos confia um trecho do percurso, nos pede para cuidar dos passageiros que encontramos”. Depois se chega a uma estação: não o fim da viagem, mas “uma passagem” em que “se desce, se entrega a outros o trecho seguinte, se muda de direção”. E o trem continua sua corrida. A aventura na Secretaria de Estado entre desafios e ensinamentos Na Secretaria de Estado, certamente “a parada mais longa”, além de “uma estadia intensa, interessante, cheia de ensinamentos e desafios”. “Uma aventura muito bonita e enriquecedora”, destacou Peña Parra, sem esconder que esses anos de trabalho foram às vezes “muito duros”. Primeiro, o “teste global” da pandemia de Covid-19, que “marcou o mundo e também atingiu nossas muralhas leoninas”; depois, “a dor pela morte do Papa Emérito Bento XVI”; “a angústia” pela doença do Papa Francisco, até a morte e os funerais “que comoveram o mundo inteiro”; as “fases delicadas” do Conclave, culminando “na alegria pela eleição do Papa Leão XIV”. Nestes anos não faltaram também aqueles que o substituto emérito chamou de “momentos de sofrimento institucional”. Um exemplo, o longo processo judicial ligado ao caso do Palácio de Londres, que “expos a Santa Sé e, em particular, nossa Secretaria de Estado a uma atenção midiática e judicial sem precedentes, exigindo de nós rigor, transparência e senso de responsabilidade”. A universalidade da Igreja De modo geral, em todas essas circunstâncias, “a Seção de Assuntos Gerais foi chamada a guardar, coordenar e sustentar um serviço silencioso, muitas vezes invisível, mas essencial à vida da Igreja universal”, afirmou o presbítero. E, expressando “gratidão fraterna” ao cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, e aos superiores das outras duas Seções: dom Paul Richard Gallagher, dom Jan Pawlowski antes e dom Luciano Russo depois, dirigiu também um “lembrança especial” aos representantes pontifícios. Através deles, de fato, pôde tocar com as mãos “a universalidade concreta da Igreja, sua presença viva nas diferentes nações e culturas”: “Aqui, entre estas paredes, respirei talvez como nunca antes a catolicidade: línguas, sensibilidades, histórias de todas as partes do mundo se encontrando e harmonizando em uma única comunhão”. Os votos ao novo substituto Rudelli Daquele ponto, “um pensamento fraterno” para dom Paolo Rudelli, que o sucederá neste cargo “tão delicado”, e o desejo “de que ele possa viver essa responsabilidade como um tempo de graça”. Por fim, a despedida – recebida com aplausos – retomando as palavras usadas pelo substituto Giovanni Battista Montini, futuro Papa Paulo VI: “Vocês terão sempre aqui, naqueles que me sucederão, aquilo que sempre quis oferecer a vocês: a mais alta estima, o mais vivo reconhecimento, o propósito mais decidido e devoto de trabalhar com vocês para o bem do mundo”.

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