Em comunicado, a Secretaria-Geral das Instituições Educacionais Cristãs na Cidade Santa protesta contra a s restrições impostas pelas autoridades israelenses às permissões para professores da Cisjordânia: "Medidas arbitrárias" que prejudicam a vida educacional e cívica. O Ministério da Educação palestino deplora a ação, "um ataque que mina a identidade palestina".
Roberto Paglialonga - Cidade do Vaticano Cerca de 10.000 alunos de escolas cristãs em Jerusalém não puderam retomar as aulas após o fim das férias de Natal. Os diretores de 12 instituições de ensino privadas da cidade convocaram uma greve contra a decisão das autoridades israelenses de não renovar as permissões de trabalho de 171 professores provenientes dos Territórios palestinos ocupados. A nota de protesto das 12 escolas cristãs "Tais procedimentos", denunciou um comunicado da Secretaria Geral das Instituições Educacionais Cristãs de Jerusalém em 10 de janeiro, "só beneficiam aqueles que desejam prejudicar a vida educacional e pedagógica". Infelizmente, o problema - explica o Irmão Daoud Kassabry, diretor do Colégio dos Irmãos das Escolas Cristãs (La Salle), em um artigo publicado no TerraSanta.net e no jornal "La Croix" - começou "já no verão", quando algumas permissões foram renovadas apenas até 11 de janeiro, e "as poucas emitidas não incluíam o sábado, que é dia letivo". Israel, continua o site da Fundação Terra Santa, "alega que o currículo palestino contém incitação ao ódio e nega seu direito de existir. Como resultado, as escolas particulares estão sob crescente pressão para adotar o currículo israelense como condição para obterem subsídios, enquanto seus orçamentos estão severamente afetados pela guerra." O ministério palestino: um ataque à nossa identidade O Ministério da Educação Palestino também apoiou o protesto. "Essas medidas fazem parte de um ataque direcionado ao sistema educacional palestino em Jerusalém, tentando minar a identidade palestina, confiscar o direito à educação e impedir o direito à liberdade de movimento, tudo em violação das leis e convenções internacionais", diz o comunicado. Enfatiza ainda que "obter permissões plenas e irrestritas" é "um direito fundamental que não pode ser comprometido ou alterado". O retrocessol das autoridades israelenses Após a divulgação do comunicado das escolas cristãs contra as "medidas arbitrárias" de Tel Aviv, as autoridades israelenses decidiram renovar algumas permissões, mas apenas por cinco dias, em vez dos habituais sete. Uma ameaça constante às escolas cristãs Atualmente, Israel emite autorizações temporárias para residentes palestinos da Cisjordânia, no Estado da Palestina, permitindo-lhes trabalhar legalmente em território israelense; essas autorizações estão sujeitas a verificações de segurança e têm duração limitada. No entanto, um projeto de lei de 2025 em análise pelo Knesset "visa proibir a contratação de professores que estudaram nos Territórios Palestinos". Com mais de 60% dos professores de Jerusalém possuindo tais qualificações, "a medida representa uma ameaça constante às instituições de ensino", denuncia o TerraSanta.net.