Há indícios de uma trégua na guerra no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Trump, anunciou que teria empreendido uma via diplomática com o Irã: um plano de 15 pontos que inclui uma suspensão temporária dos ataques à infraestrutura energética. Mas Teerã chama isso de "notícias falsas para mudar o clima financeiro". Enquanto isso, os ataques iranianos contra Israel continuam em ritmo acelerado, enquanto os ataques israelenses contra o Líbano continuam sem cessar
Vatican News A mudança de postura de Donald Trump na guerra do Oriente Médio teria ocorrido, segundo o The Wall Street Journal, com a ajuda do Egito, Turquia, Arábia Saudita e Paquistão. Os países mediadores teriam se reunido ao amanhecer de 19 de março em Riad a fim de negociar uma solução para o conflito com o Irã, ausente porém na reunião. O plano de desescalada Poucas horas antes do vencimento do ultimato dos EUA de atacar usinas de energia iranianas caso Teerã não reabrisse o Estreito de Ormuz, a Casa Branca anunciou a existência de um plano de trégua de 15 pontos, cujo primeiro passo seria uma cessação de cinco dias nos ataques à infraestrutura energética iraniana. Em troca, nada de arma nuclear para o Irã, o qual, no entanto, negou qualquer contato com os Estados Unidos, classificando as declarações de Trump como uma tentativa de aliviar os mercados, que são fortemente influenciados pelo conflito. A hipótese de uma nova liderança no Irã O presidente dos EUA também estaria avaliando o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, como um parceiro em potencial, não descartando a possibilidade de uma sua investidura como futuro líder do país apoiado pelos EUA após um possível acordo. Alguns funcionários da Casa Branca veem Ghalibaf, de 64 anos, como um político confiável que poderia não apenas liderar o Irã, mas também negociar com os EUA sobre os próximos passos do conflito. "Ele é um candidato promissor", disseram dois funcionários estadunidenses ao referido jornal. "Mas precisamos avaliá-los cuidadosamente e não podemos ter pressa", disse um funcionário, especificando que nenhuma decisão foi tomada ainda. O fogo cruzado Enquanto isso, o Irã continuou sua contraofensiva maciça contra várias cidades israelenses, nas primeiras horas desta terça-feira. Teerã confirmou o lançamento de uma nova onda de mísseis na área de Telaviv e em partes da Cisjordânia, concluindo mais uma noite de atividade militar que começou na segunda-feira, 23 de março, com alertas emitidos em várias áreas do centro e norte do país, incluindo Jerusalém, Haifa, Telaviv, onde pelo menos seis pessoas ficaram feridas, e Galileia Ocidental. Um míssil de fragmentação causou danos na área portuária de Haifa. As autoridades pediram aos moradores que evitem as áreas afetadas enquanto as operações de busca e resgate continuam. Informações completas sobre possíveis vítimas ou a extensão dos danos causados pelos ataques ainda não estão disponíveis. Israel respondeu imediatamente, com a mídia israelense relatando que está atacando infraestruturas no oeste do Irã com lançadores de mísseis. Também foram relatados ataques dos EUA contra militantes pró-Irã no Iraque, com pelo menos 15 vítimas. Ataques no Líbano Os ataques israelenses contra alvos do Hezbollah nos subúrbios do sul da capital libanesa, Beirute, continuaram. As áreas foram atingidas durante a noite, com as forças israelenses anunciando a captura de dois membros do grupo islâmico. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou que essas operações militares continuarão com determinação contra a facção islâmica.