O presidente Donald Trump, afirmou que os militares estadunidenses "capturaram o presidente venezuelano Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e os retiraram do país", em uma ação realizada "em coordenação com a administração da justiça dos EUA". Pelo menos sete explosões e aeronaves voando a baixa altitude foram ouvidas por volta das 2h da manhã, horário local, de sábado, em Caracas, capital da Venezuela. As explosões em Caracas ocorreram em menos de 30 minutos.
Vatican News Na madrugada deste sábado, 3 de janeiro, os Estados Unidos lançaram um ataque impactante contra diversos alvos na Venezuela, incluindo bases militares. O presidente Donald Trump, afirmou que as forças armadas dos EUA "capturaram o presidente venezuelano Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e os retiraram do país", em uma ação realizada "em coordenação com a administração da justiça americana". A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, dirigiu-se ao país em uma mensagem transmitida pela televisão estatal, exigindo dos Estados Unidos "confirmação imediata de que o presidente Maduro e a primeira-dama estão vivos". Segundo Rodríguez, a operação resultou na morte de autoridades governamentais, militares e civis. Fortes explosões foram ouvidas às 2h da manhã, horário local, na capital venezuelana e em outros locais nos Estados de Miranda, Aragua e La Guaira, incluindo bases militares dentro do país e a casa do ministro da Defesa. Diversas testemunhas citadas por agências internacionais relataram ter ouvido aeronaves militares voando a baixa altitude e "pelo menos sete explosões". O Wall Street Journal também noticiou a presença de helicópteros militares. Imagens de grandes incêndios com colunas de fumaça são difundidas nas redes sociais. De acordo com os primeiros relatos, bases militares foram atingidas, especificamente os quartéis mais importantes do país, o Forte Tiuna, e a base aérea de La Carlota. O porto da capital também foi atingido. Moradores de vários bairros foram às ruas; algumas explosões foram visíveis à distância em diversas partes da capital. Segundo a CNN, vários bairros da capital ficaram sem energia elétrica. Maduro foi acusado pelos Estados Unidos de liderar um "narcoestado" e de fraudar as eleições que o levaram ao poder. O líder venezuelano, que assumiu o poder após Hugo Chávez, respondeu acusando os EUA de cobiçar as reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo. A ação militar foi ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que nas últimas semanas havia levantado a possibilidade de ataques terrestres contra a Venezuela em nome de uma "guerra contra os cartéis de drogas" e declarado que os dias do presidente venezuelano Nicolás Maduro "estavam contados", após o envio de uma frota de navios de guerra para o Caribe. As tensões entre os governos dos Estados Unidos e da Venezuela estavam elevadas há semanas e, nos últimos dias, as forças armadas estadunidenses alvejaram embarcações supostamente usadas por narcotraficantes. O presidente Trump anunciou na segunda-feira que os EUA destruíram uma área de atracação usada por embarcações acusadas de envolvimento com o narcotráfico na Venezuela: o primeiro ataque terrestre americano em solo venezuelano. *Informações sendo atualizadas