Itália: em 2011, Bento XVI visitou Veneza, e agora chega em Pordenone com exposição - Vatican News via Acervo Católico

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Itália: em 2011, Bento XVI visitou Veneza, e agora chega em Pordenone com exposição - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

É uma espécie de viagem papal póstuma: a pequena cidade de Pordenone, no nordeste do país, convida fiéis e turistas para um encontro com Bento XVI, por ocasião da primeira exposição na Europa dedicada ao Pontífice alemão.

Stefan von Kempis – Pordenone, Itália E isso apesar do Papa alemão nunca ter estado em Pordenone enquanto era vivo. Bento XVI foi Sucessor de Pedro de 2005 a 2013, vindo a falecer no final de 2022. Em 2011, então, como Papa, visitou apenas as cidades próximas, Aquileia a 55 km de distância, e Veneza a 60 km. Mas Sandro Sandrin, de Pordenone, não se deixou desanimar: o empreendedor e também gestor cultural e de eventos teve a ideia de realizar a primeira exposição na Europa dedicada a Bento XVI. E trouxe o Papa para Pordenone, um pequeno município de 52 mil habitantes na região de Friuli-Venezia Giulia, na Itália. Como surgiu a ideia da exposição em Pordenone A história parece quase uma brincadeira. Após a morte de Bento XVI, várias caixas contendo os pertences pessoais do falecido foram parar nas instalações romanas da “Fundação Joseph Ratzinger-Bento XVI”. Sandrin notou essas caixas durante uma visita e teve a ideia espontânea de expô-las ao público. Os responsáveis da fundação vaticana concordaram, outros parceiros (em particular um centro de estudos sobre Ratzinger na Polônia) aderiram ao projeto e o resultado pode ser visto atualmente no Museu Diocesano de Pordenone. Trata-se de um surpreendente encontro cara a cara com Ratzinger-Bento XVI. Inúmeros objetos de propriedade do Papa oferecem, de fato, um olhar pela sua vida privada, longe dos holofotes da Praça São Pedro. Por exemplo, um pequeno urso de bronze que provavelmente lhe lembrava o período em que foi arcebispo de Munique e Freising nos anos 80 (em uma lenda sobre o fundador da diocese de Freising, São Corbiniano, de fato, um urso tem um papel importante). Ou pequenos aspersórios que, ao que parece, durante o período como cardeal, ele mandou instalar ao lado de cada porta dos cômodos do seu apartamento em Roma. Esculturas de uma artista alemã, às quais reservou um lugar em seu escritório e em sua capela privada. Ou a estatueta de cerâmica de um gato branco, que o amante de animais Ratzinger recebeu uma vez de presente. Aqui em Pordenone não encontramos (apenas) o genial pensador de Deus, Bento, autor de uma obra teológica quase inestimável, mas também, de forma totalmente inesperada, o homem particular Joseph Ratzinger. Muitos dos objetos apresentados na exposição contam histórias sobre o Papa. Assim, três velas pascais consumidas, provenientes do mosteiro vaticano “Mater Ecclesiae”, relembram como Bento XVI ali viveu em retiro por quase 10 anos após sua renúncia ao pontificado em 2013, celebrando regularmente a Santa Missa e preparando-se, segundo as suas próprias palavras, para a morte. Uma réplica em miniatura da coluna mariana de Munique – também proveniente da sua residência cardinalícia – remete à ligação de uma vida inteira com a pátria bávara, enquanto um vaso de cobre transporta os visitantes para a sua casa privada em um subúrbio de Regensburg. E um pequeno cofre com esferas sonoras chinesas, que lhe foi presenteado quando era cardeal, simboliza a curiosidade e a abertura de espírito de Joseph Ratzinger. O cofre combina, aliás, com outra peça de destaque no museu diocesano: o legado do cardeal italiano Celso Costantini (1876-1958), que atuou na China cem anos atrás. As comemorações em memória ao legado de Bento XIV Para Pordenone, a exposição sobre Bento XVI é uma amostra do papel da cidade como Capital Italiana da Cultura 2027, que atrairá muitos visitantes também de outros países europeus (daqui não ficam longe a Áustria, a Eslovênia e a Croácia). Ao mesmo tempo, “Recordando Bento XVI” (Em memória de Bento XVI) marca o início das comemorações pelos 100 anos de nascimento do Papa alemão no próximo ano: Ratzinger nasceu em 16 de abril de 1927 em Marktl am Inn. Quem conseguir visitar o Museu Diocesano de Pordenone até 12 de abril, último dia da exposição, será recompensado. É claro que não encontrará apenas o homem comum Ratzinger, mas também o Pontífice: assim, poderá dar uma olhada no escritório reconstruído de Bento XVI (onde também é possível ver a edição autografada de um livro sobre Jesus escrito pelo Papa alemão), inclinar-se diante de um solidéu branco ou admirar de perto uma “mozeta” vermelha, um manto com bordas de arminho. Mas o mais comovente são os pequenos objetos provenientes do patrimônio particular de Joseph Ratzinger. Diga-me o que você coloca na estante da sua sala e eu direi quem você é… "Queremos que as pessoas possam conhecer de perto também a humanidade deste Papa", explica o vigário geral de Concordia-Pordenone, Roberto Tondato: "a maioria só o viu de longe. Aqui, a gente se aproxima mais dele". Bento XVI chegou apenas até Aquileia? Não, na verdade, agora é preciso incluir também Pordenone nas suas estatísticas de viagem.

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