Jovens e sacerdotes no centro da reflexão de Dom Masemola - Vatican News via Acervo Católico

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Jovens e sacerdotes no centro da reflexão de Dom Masemola - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

O Bispo eleito, Dom Amos Mabuti Masemola, reflete sobre a formação sacerdotal em África e o papel dos jovens na Igreja. Numa entrevista à Vatican News, o recém-nomeado Bispo da Diocese de Kroonstad, na África do Sul, Dom Amos Mabuti Masemola, falou sobre a sua vocação, a formação sacerdotal e o caminho que o conduziu ao serviço episcopal na Igreja.

Sheila Pires - Joanesburgo Falando a partir de Khanya House, sede da Conferência dos Bispos Católicos da África Austral (SACBC), o bispo-eleito Masemola recordou como a notícia da sua nomeação lhe chegou de forma inesperada, através de uma mensagem do Núncio Apostólico durante um funeral. O que começou como um momento comum tornou-se um ponto de viragem decisivo. “Para mim, isso não era esperado”, afirmou. “Tive de parar… pedir esse momento de oração e tomar uma decisão em relação à mensagem que me foi dada.” O anúncio público da sua nomeação, a 17 de fevereiro de 2026, aconteceu entre os seus irmãos sacerdotes, durante uma reunião do decanato. “Eu estava precisamente na reunião do decanato dos padres”, recordou. “Fizemos a oração final e, depois, um dos padres disse: ‘Não, esperem, há um anúncio.’ Quando foi lido, podem imaginar a alegria entre os padres que estavam comigo a felicitar-me.” Uma vocação nascida ao altar Nascido e criado em Winterveld, a norte de Pretória, o bispo-eleito Masemola identifica a origem da sua vocação nos primeiros anos como acólito. Foi aí, na proximidade do serviço litúrgico e no testemunho de muitos sacerdotes, que se lançou a semente do amor pelo sacerdócio. “O serviço ao altar levou-me a amar o sacerdócio”, refletiu, referindo que até os momentos de dúvida fizeram parte do seu caminho de discernimento, ajudando-o a reconhecer a autenticidade do seu chamamento. Ordenado sacerdote da Arquidiocese de Pretória, serviu como pároco de São Thomas More, Monavoni, e como Segundo Vigário-Geral, conciliando o ministério pastoral com funções de liderança e formação. Contribuiu também para a formação de futuros sacerdotes como docente, uma experiência recordada com apreço por muitos seminaristas. Formação em África A formação do bispo-eleito Masemola inclui estudos tanto na África do Sul como noutras regiões do continente africano. Após os estudos em St Paul’s La Rochelle, no Seminário de St Peter e no Seminário de St John Vianney, em Pretória, onde concluiu o Bacharelato em Teologia em 2006, prosseguiu estudos em Espiritualidade Cristã na Universidade Católica da África Oriental (CUEA), em Nairobi, no Quénia, onde obteve o grau de mestre em 2016. “Foi um momento muito importante para mim”, disse, referindo-se ao seu tempo na África Oriental. “Sou também um fruto da CUEA… uma universidade africana na parte oriental de África.” A sua formação, enraizada tanto na África Austral como na África Oriental, reflete uma identidade eclesial africana mais ampla. “Temos de aprender a beber das nossas próprias fontes”, acrescentou, sublinhando a importância de uma formação inserida no contexto africano. Um pastor sinodal para Kroonstad Ao preparar-se para servir a Diocese de Kroonstad — vacante desde 2022 —, o bispo-eleito Masemola sublinhou a importância da escuta, da consulta e da continuidade. “Para mim, é sentar-me, escutar, antes de dizer qual é o caminho que devemos seguir”, afirmou. “Vou enriquecido pela experiência, mas vou também para aprender, para escutar e para compreender as necessidades do povo de Deus.” A sua visão pastoral reflete o caminho sinodal da Igreja, marcado pela comunhão, participação e missão. Esperança no futuro — e uma Igreja para os jovens Refletindo sobre o 75.º aniversário da instituição da hierarquia católica na África Austral, o bispo-eleito Masemola falou de continuidade e responsabilidade. “Esta celebração é um lembrete de que a Igreja está viva”, disse. “A Igreja vem de um passado concreto, mas caminha também para um futuro concreto.” Esse futuro, afirmou, está intimamente ligado aos jovens. “O futuro da Igreja pertence aos jovens; está nas suas mãos”, declarou. “Temos de cuidar dos jovens e lembrá-los de que também eles têm um papel a desempenhar na Igreja. Queremos ver mais envolvimento dos jovens, porque esse envolvimento garante-nos e confirma-nos que há, de facto, um futuro promissor para a Igreja.” No final da entrevista, o bispo-eleito Masemola colocou o seu ministério nas mãos do Povo de Deus: “Sem vocês, não somos nada. Eu não sou nada. Continuo a colocar-me diante de vós para pedir as vossas orações e o vosso apoio neste ministério.”  

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