Lusofonias - Papa Leão em França: Da ‘Concorde’ e ‘Champs Elysées’ a Metz

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Lusofonias - Papa Leão em França: Da ‘Concorde’ e ‘Champs Elysées’ a Metz
Fonte: VATICANO

O Papa Leão fez uma visita a França muito mediatizada, passando por Paris, Lourdes e Metz. No Instituto Católico de Paris, encontrou-se com membros da Assembleia Sinodal Provincial, com catecúmenos e neófitos, ou seja, os jovens e adultos que se batizaram recentemente ou se preparam para o Batismo. O Papa partilhou a alegria de ‘tantas pessoas que redescobrem o Evangelho e abraçam a Fé’ numa ‘Igreja em estado de iniciação’, mas chamou a atenção para o perigo de um ‘vazio pós-batismal.

Por Tony Neves, em Roma Uma multidão imensa (cerca de 800 mil pessoas!) abarrotou a Concorde, os Champs Elysées e ruas adjacentes.

O Papa falou da sede de Deus: ‘para Ele, nenhum de nós é um simples número no bilhete de identidade, mas uma pessoa única e insubstituível’.

Lembrou que as pessoas têm ‘sede de Deus, de vida, de verdade, de unidade, de paz, de comunhão, de felicidade’ e, por isso, há que investir na ‘construção de uma nação renovada a partir das suas raízes regadas pela Fé’. [ Photo Embed: Uma multidão imensa abarrotou a Concorde, os Champs Elysées e ruas adjacentes ...] Peregrino em Lourdes Lourdes acolheu a segunda etapa desta visita.

O Papa vestiu-se de peregrino, foi até à Gruta, bebeu água da Fonte, acendeu uma Vela, rezou num lugar onde Deus, através de Nossa Senhora, ‘transmitiu ao mundo uma luminosa mensagem de oração, conversão e esperança’.

O Papa recitou o Rosário e pediu, através da Mãe, ‘o dom da concórdia fraterna’, num mundo onde ‘os mais desafortunados e os mais pobres sejam sempre apoiados’.

Rezou para que a França tenha sempre ‘governantes sábios e generosos’ ao serviço do bem comum.

Solicitou às famílias abertura à vida em todas as suas etapas, bem como vocações à vida de especial consagração.

Aos Bispos, o Papa pediu ‘coragem, audácia e criatividade missionária’ para anunciar o Evangelho sem desfalecer, com um ‘novo impulso missionário’.

Apelou ao combate sem tréguas contra os abusos, o que exige continuar a reparação das vítimas e ‘máxima vigilância’ no presente e futuro.

Às vítimas garantiu empenho numa luta sem tréguas contra este flagelo.

A Missa centrou-se na fragilidade de muitos dos peregrinos de Lourdes, onde  ‘nenhuma fragilidade é rejeitada’.

Pediu mudança de coração para haver mais paz no mundo e garantiu aos doentes que ‘estão verdadeiramente no coração da Igreja, com papel insubstituível’.  O mesmo repetiu no Accueil Notre-Dame: ‘a pessoa humana é digna simplesmente porque existe e tem como fim a eternidade.

A sua dignidade não se mede nem se discute’.

Diálogo e Europa em Metz Metz, numa região fronteiriça com a Alemanha e o Luxemburgo, acolheu o Papa com o encontro Inter-Religioso onde se assinou o ‘Apelo de Metz’ assente no princípio de que ‘as Religiões são guardiãs da vida’.

Ali o Papa defendeu com clareza que ‘invocar o nome de Deus para legitimar a violência ou a opressão configura uma profanação desse nome’.

No Centro de Congressos Robert Schuman, um dos pais da União Europeia, Leão XIV lembrou que ‘não é possível falar da Europa sem fazer referência ao cristianismo’ e pediu combate à ‘ilusão do rearmamento’ que conduzirá a guerras mais violentas que serão sempre ‘um novo massacre inútil’.

O Papa Leão insistiu que ‘a Europa, segundo Schuman, é um continente onde se prefere dialogar em vez de se recorrer às armas; onde os recursos são partilhados para garantir que qualquer guerra se tornará não só impensável, mas materialmente impossível’.

O último momento oficial foi a Missa na Catedral de S.

Estevão, com 6500 m2 de vitrais, por isso chamada a ‘Lanterna do Deus Bom’.

O Papa utilizou três imagens: ‘o deserto, lugar da sobriedade e silêncio, onde se instaura o direito’; o ‘jardim, onde reina a justiça’; a ‘casa, onde reina a paz’.

Disse adiante: ‘Jesus ensina-nos como transformar o deserto em oásis, como plantar jardins e construir casas’.

E concluiu: ‘a lei, a justiça e a paz são etapas de um caminho de conversão que, de pessoal, se torna cada vez mais comunitário, em prol de uma civilização capaz de respeitar o homem e o seu Criador’.

Ousar caminhar juntos Na hora de regressar a Roma, o Papa agradeceu o acolhimento e lançou um apelo final: ‘continuemos a caminhar juntos, unidos na Santa Mãe Igreja, para a glória de Deus e para o serviço do seu Reino de amor, justiça e paz’. [ Audio Embed Oiça qui a reportagem e partilhe]

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