Neste artigo, propõe se uma leitura teológico pastoral do feminicídio, articulando três questões centrais: como compreender teologicamente essa realidade e suas raízes? Como educar os filhos e criar consciência para transformar esse cenário? Qual o papel específico da Pastoral Familiar e das famílias na construção de uma cultura vocacional e relacional não violenta?
Padre Rodolfo Chagas Pinho O feminicídio – assassinato de mulheres em razão de serem mulheres, em geral no contexto de relações afetivas ou familiares – constitui hoje uma das expressões mais brutais da violência de gênero no Brasil. Desde a tipificação do feminicídio pela Lei n. 13.104/2015, que alterou o art. 121 do Código Penal para prever essa circunstância qualificadora e incluí-la entre os crimes hediondos, os dados oficiais revelam uma realidade persistente e alarmante: em dez anos, ao menos 11.859 mulheres foram assassinadas por razões de gênero, com aumento de 535 casos em 2015 para cerca de 1.259 em 2024, o que corresponde a quase quatro mulheres mortas por dia. Quantos corpos femininos serão necessários para qualificar uma sociedade como violenta, misógina, machista, cruel e injusta? Quantos órfãos do feminicídio serão necessários para que se entenda que o problema da violência contra a mulher é um problema de homens e mulheres? Quando discutiremos sobre a onda crescente de masculinidade tóxica que tem sido retroalimentada por argumentos mal elaborados de uma ideologia conservadora em voga, no país? Os relatórios do Atlas da Violência, elaborados pelo Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que a violência letal contra mulheres atinge de modo desproporcional mulheres negras e se concentra majoritariamente no espaço doméstico e nas relações afetivas.Trata-se, portanto, de uma realidade estrutural, enraizada em padrões culturais machistas, desigualdade de gênero e falhas profundas na educação afetiva e moral de meninos e meninas. Do ponto de vista da fé cristã, o feminicídio não é apenas um problema jurídico ou sociológico: é uma ferida espiritual e moral, um grito que interpela a consciência das famílias, das comunidades eclesiais e da sociedade. O Papa Francisco tem denunciado repetidas vezes que a violência contra as mulheres é uma “covardia” e uma “degradação para toda a humanidade”, e que o modo como tratamos as mulheres revela o nosso grau de humanidade. Neste artigo, propõe‑se uma leitura teológico‑pastoral do feminicídio, articulando três questões centrais: como compreender teologicamente essa realidade e suas raízes? Como educar os filhos e criar consciência para transformar esse cenário? Qual o papel específico da Pastoral Familiar e das famílias na construção de uma cultura vocacional e relacional não violenta Feminicídio no Brasil: conceito jurídico e realidade social A Lei n. 13.104/2015 define feminicídio como homicídio qualificado cometido “contra a mulher por razões da condição de sexo feminino”, considerando haver tais razões quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo/discriminação à condição de mulher. A Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006) já havia criado mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, reconhecendo‑a como violação de direitos humanos e prevendo medidas protetivas de urgência. Apesar desses marcos legais, a violência extrema permanece. O Atlas da Violência 2023 mostra a persistência de altos índices de homicídios de mulheres, com recorte de raça, classe e território que evidencia a vulnerabilidade acrescida de mulheres negras, pobres e moradoras de periferias. Iniciativas como a campanha “Feminicídio Zero – Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”, promovida pelo Ministério das Mulheres, buscam afirmar publicamente que nenhuma forma de violência de gênero é aceitável e que o feminicídio é o extremo de uma escalada que começa em agressões verbais, controle, humilhações e ameaças. O número de mulheres que são espancadas e abusadas em suas casas, até mesmo pelos maridos, é muito, muito alto(…) O problema é que, para mim, é quase satânico porque é tirar vantagem de uma pessoa que não consegue se defender, que só consegue bloquear os golpes. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em artigo do Cardeal Sérgio da Rocha, sublinha que a violência contra as mulheres, “em casa ou em outros ambientes, é uma faceta da violência disseminada na sociedade” e que há muito a ser feito para que a casa seja de fato lugar de segurança e paz, e não de medo e morte. Leitura teológica: feminicídio como negação da dignidade e pecado estrutural O Concílio Vaticano II, em Gaudium et spes, afirma que todo atentado contra a vida humana – homicídio, mutilação, tortura, degradação das condições de existência – “envenena a civilização humana” e “desonra mais aqueles que assim procedem do que aqueles que padecem a injustiça”. A violência contra a mulher, em particular o feminicídio, é uma dessas “infâmias” que ferem gravemente a dignidade humana e contradizem o desígnio de Deus. Se, segundo o mesmo Concílio, o ser humano só se realiza verdadeiramente pelo “dom sincero de si mesmo” (GS 24), o feminicídio é a negação extrema desse dom: em vez de entrega e cuidado, há domínio e destruição; em vez de reciprocidade, imposição; em vez de reconhecer na mulher uma igual em dignidade, ela é reduzida a objeto descartável. O magistério aprofunda essa leitura. João Paulo II, em Mulieris dignitatem e Evangelium vitae, insiste na dignidade inalienável da mulher e na gravidade de qualquer forma de violência contra a vida humana. O Papa Francisco, em mensagem para uma campanha contra a violência masculina contra as mulheres, descreve essa violência como “erva daninha venenosa” que deve ser arrancada pela raiz, e afirma que o modo como tratamos as mulheres expressa o grau da nossa humanidade. A Igreja precisa de Maria para descobrir o seu próprio rosto feminino: para se assemelhar ainda mais a Ela que, como mulher Virgem e Mãe, representa o seu modelo e figura perfeita; para abrir espaço às mulheres e ser geradora através duma pastoral feita de cuidado e solicitude, paciência e coragem materna. Mas, o próprio mundo precisa de olhar para as mães e as mulheres a fim de encontrar a paz, escapar das espirais da violência e do ódio, voltar a ter um olhar humano e um coração que vê. E toda a sociedade precisa de acolher o dom da mulher, de cada mulher: respeitá-la, protegê-la, valorizá-la, sabendo que, quem fere ainda que seja uma única mulher, profana Deus, nascido de mulher. E ainda Papa Leão XIV: Devemos começar pela educação dos jovens, pois todo ser humano merece respeito e dignidade. Devemos eliminar essa violência que tantas vezes afeta também as crianças e encontrar uma maneira de educá-las e incutir nelas uma mentalidade diferente Do ponto de vista moral, o feminicídio é ao mesmo tempo pecado pessoal (ato livre de quem mata) e pecado estrutural, enraizado em estruturas culturais de machismo, desigualdade e banalização da violência. Penso também – com muita dor – em quando uma relação é infestada pela vontade de dominar o outro, uma atitude que frequentemente desemboca na violência, como infelizmente demonstram os numerosos e recentes casos de feminicídio. A teologia moral contemporânea, seguindo a linha de Sollicitudo rei socialis e da Doutrina Social da Igreja, fala de “estruturas de pecado” quando comportamentos injustos se tornam normais, aceitos ou invisíveis, condicionando as escolhas individuais. O feminicídio se insere nessa lógica: ele não surge “do nada”, mas é fruto de uma longa cadeia de omissões, conivências e deformações educativas. “Onde erramos?”: raízes culturais, familiares e educativas A pergunta dolorosa – “onde erramos?” – não pode ser respondida apontando culpados abstratos ou culpabilizando as vítimas. Trata‑se, antes, de analisar criticamente processos históricos e educativos que produziram adultos incapazes de lidar com frustrações, ciúmes, separações e perda de controle, recorrendo à violência extrema. Pesquisas sobre violência doméstica no Brasil indicam que muitos agressores foram, na infância, testemunhas ou vítimas de violência intrafamiliar, cresceram em contextos onde o exercício do poder masculino sobre a mulher era normalizado, ou onde a resolução de conflitos se dava pela agressão. A socialização de meninos em padrões de “masculinidade hegemônica” – que associa virilidade a dominação, posse, controle e incapacidade de expressar fragilidade – alimenta a ideia de que a parceira é um objeto sobre o qual se tem direito, e não uma pessoa em relação de igualdade. Além disso, o consumo de conteúdos midiáticos que hipersexualizam a mulher, banalizam a infidelidade, normalizam o ciúme doentio como prova de amor e tratam a violência como entretenimento contribui para dessensibilizar a consciência moral. A ausência de educação afetivo‑sexual integral, a dificuldade de falar de sentimentos, a naturalização de frases como “em briga de marido e mulher não se mete a colher” e a tolerância com “brincadeiras” humilhantes criam um terreno fértil para a escalada da violência. Do ponto de vista familiar, “erramos” sempre que: ensinamos meninas a se responsabilizarem pela agressividade masculina (“não provoque”, “não responda”) e não ensinamos meninos a controlar sua violência; banalizamos o desrespeito (gritos, xingamentos, empurrões) como algo normal do casamento; silenciamos diante de situações de violência na família extensa ou na vizinhança; confundimos autoridade com autoritarismo e educação com humilhação. Esses erros entre outros, são, em grande parte, fruto de ignorância, medo, insegurança e de uma cultura patriarcal que ainda não foi suficientemente convertida pelo Evangelho. Reconhecê‑los é condição para iniciar um caminho de mudança. Educar filhos e filhas para uma cultura de não‑violência Se o feminicídio é o ponto extremo de um processo de violência, a prevenção passa necessariamente por uma educação de longo prazo, iniciada no seio da família e apoiada por escola, comunidade e Igreja. Uma ação educativa que, a partir da família, coloque no centro a pessoa com sua dignidade” e favoreça “relações justas e equilibradas, baseadas no respeito e no reconhecimento mútuos”, disse Papa Francisco. A campanha “Feminicídio Zero” insiste que nenhuma forma de violência baseada em gênero deve ser tolerada e que a prevenção começa pela consciência e pela mudança de atitudes cotidianas. Educação afetivo‑sexual integral A Doutrina Social da Igreja e documentos como Amoris laetitia sublinham a importância de uma educação afetivo‑sexual que integre corpo, afetividade, espiritualidade e responsabilidade. Falar de sexualidade com filhos e filhas não é “perder a inocência”, mas oferecer critérios para viver o amor com respeito, consentimento e cuidado. Isso implica: ensinar que ninguém tem direito sobre o corpo do outro; mostrar que “não é não”, e que insistir, pressionar ou forçar é violência; desnaturalizar o ciúme possessivo, explicando que amor verdadeiro não controla, mas respeita. Modelar relações de respeito As crianças aprendem mais pelo que veem do que pelo que ouvem. Pais que resolvem conflitos dialogando, pedem perdão quando erram, evitam insultos e nunca usam violência física como recurso pedagógico estão formando, silenciosamente, filhos e filhas que associam amor a respeito, e não a medo. Quando, ao contrário, gritos, empurrões, humilhações e chantagens fazem parte da rotina, comunica‑se que esses comportamentos são “normais” em relações amorosas – abrindo espaço para formas mais graves de agressão. Desenvolver inteligência emocional e espiritual Educar para a não‑violência supõe ensinar meninos e meninas a: nomear sentimentos (raiva, frustração, tristeza) e buscar modos saudáveis de expressá‑los; lidar com frustrações (ouvir “não”, perder, esperar, partilhar); pedir ajuda quando não conseguem controlar reações. A dimensão espiritual – oração em família, leitura orante da Palavra, participação na comunidade – pode ser espaço privilegiado para cultivar empatia, compaixão e senso de justiça. As crianças que aprendem, na fé, que toda pessoa é imagem de Deus (Gn 1,27) tendem a reconhecer na outra pessoa um valor que não pode ser violado impunemente. A contribuição específica da Pastoral Familiar A Pastoral Familiar tem um papel insubstituível na construção de uma cultura vocacional e relacional que combata o feminicídio desde a raiz. De acordo com as Diretrizes e o Diretório da Pastoral Familiar no Brasil, sua missão é acompanhar as famílias em todas as etapas da vida, ajudando‑as a viver sua vocação cristã e a enfrentar os desafios do ambiente familiar. Essa missão inclui, necessariamente, o enfrentamento da violência doméstica e da desigualdade de gênero. Algumas linhas de ação: Inserir o tema da violência contra a mulher na formação Incluir, nos encontros de casais, nas semanas da família e nos subsídios formativos, temas como: comunicação não violenta, justiça de gênero, Lei Maria da Penha, sinais de risco em relações abusivas, espiritualidade da não‑violência. Utilizar textos bíblicos e do magistério que afirmam a dignidade igual de homens e mulheres, superando interpretações distorcidas que justificam submissão ou violência. Criar espaços de escuta e acolhida Formar agentes capazes de escutar, com sigilo e respeito, mulheres em situação de violência; articular‑se com a rede de proteção (delegacia da mulher, CRAS, CREAS, serviços de saúde, casas de passagem), ajudando as vítimas a acessar seus direitos; propor à comunidade que rompa o silêncio cúmplice: “quem se cala diante da violência não é neutro; é cúmplice”. Trabalhar com homens e masculinidades A Pastoral Familiar não pode concentrar seu trabalho apenas nas mulheres. É urgente: criar grupos de reflexão com homens sobre masculinidade, paternidade, manejo da raiva, respeito à liberdade da mulher; propor uma espiritualidade masculina não violenta, inspirada em Jesus manso e humilde de coração (Mt 11,29), que não veio “para ser servido, mas para servir” (Mc 10,45); desconstruir, à luz do Evangelho, modelos machistas de poder e posse. Formar crianças e adolescentes Em sintonia com a Pastoral da Criança, a Catequese, a Pastoral da Juventude e a Pastoral Vocacional, a Pastoral Familiar pode: promover encontros sobre relacionamentos saudáveis, prevenção de violência e cultura da paz; estimular projetos de protagonismo juvenil contra a violência de gênero, incluindo campanhas locais, teatro, produção de mídias e rodas de conversa nas escolas. Caminhos práticos para as famílias: da culpa à responsabilidade Para além das estruturas pastorais, cada família é chamada a um exame de consciência e a uma conversão concreta. Alguns passos, em chave de responsabilidade e não de culpa paralisante: Rever a própria história: reconhecer situações de violência vividas ou testemunhadas no passado e buscar ajuda (espiritual, psicológica, terapêutica) para não repeti‑las. Quebrar o ciclo do silêncio: falar com filhos e filhas sobre respeito, consentimento, dignidade, explicando claramente que nenhum tipo de agressão é aceitável. Definir limites claros: em casa, não tolerar xingamentos, humilhações e qualquer tipo de agressão física, intervendo precocemente; em relações afetivas dos filhos, ajudar a identificar sinais de relacionamento abusivo. Buscar formação: participar de encontros da Pastoral Familiar, ler materiais sobre educação afetiva e prevenção da violência, dialogar com outros casais. Assumir postura ativa na sociedade: apoiar campanhas como “Feminicídio Zero”, denunciar situações de violência, cobrar políticas públicas de proteção às mulheres. Assim, a pergunta “onde erramos?” transforma‑se em “como podemos fazer diferente daqui para frente?”. Conclusão: conversão pessoal, familiar e estrutural O feminicídio, como expressão extrema da violência contra as mulheres, desafia a Igreja a uma conversão integral: pessoal, familiar, pastoral e social. Do ponto de vista da fé, cada mulher assassinada é uma imagem de Deus destruída; cada feminicídio é um fracasso coletivo da nossa capacidade de educar para o amor e para o respeito. A Pastoral Familiar, em comunhão com outras pastorais e com o Serviço de Animação Vocacional, é chamada a ser laboratório de cultura vocacional da não‑violência: famílias que educam para o dom de si, comunidades que não toleram agressões, homens e mulheres que aprendem a amar sem dominar. Depois das portas santas, abram-se agora outras portas de casas e oásis de paz onde floresça a dignidade, onde se eduque à não-violência e onde se aprenda a arte da reconciliação. Na medida em que a família se torna, de fato, Igreja doméstica, lugar de encontro, testemunho e missão, ela se converte também em comunidade vocacional de paz, em que meninos aprendem que ser homem não é dominar, mas servir, e meninas aprendem que seu valor não depende da submissão ao outro, mas da dignidade recebida de Deus. Somente assim poderemos, progressivamente, deixar de contar feminicídios e começar a contar histórias de libertação e de reconciliação, sinais do Reino que já está em meio a nós e ainda precisa amadurecer em nossas relações. Referências BRASIL. Lei n. 11.340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher (Lei Maria da Penha). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 8 ago. 2006. BRASIL. Lei n. 13.104, de 9 de março de 2015. Altera o art. 121 do Decreto‑Lei n. 2.848/1940 – Código Penal, para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, e o art. 1º da Lei n. 8.072/1990, para incluir o feminicídio no rol dos crimes hediondos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 mar. 2015. CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB). Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019‑2023. Brasília: Edições CNBB, 2019. CONCÍLIO VATICANO II. Constituição pastoral Gaudium et spes sobre a Igreja no mundo de hoje. In: CONCÍLIO VATICANO II. Constituições, decretos, declarações. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2007. (Especialmente n. 24 e n. 27, sobre dignidade humana e condenação de toda forma de violência). CONCÍLIO VATICANO II. Constituição dogmática Lumen gentium sobre a Igreja. In: CONCÍLIO VATICANO II. Constituições, decretos, declarações. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2007. “Casi 12.000 mujeres han sido asesinadas en Brasil por feminicidio durante la última década.” El País, 10 mar. 2025. (Análise jornalística baseada em dados do Ministério da Justiça sobre feminicídios entre 2015 e 2024). FRANCISCO, Papa. Fratelli tutti: Carta encíclica sobre a fraternidade e a amizade social. São Paulo: Paulinas, 2020. FRANCISCO, Papa. “Mensagem para a campanha ‘Uma grande onda contra a violência masculina sobre as mulheres’”. Vatican News, 2023. (Denúncia da violência contra a mulher como “erva daninha venenosa” e “degradação da humanidade”). INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA); FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA (FBSP). Atlas da violência 2023. Brasília; São Paulo, 2023. INSTITUTO MARIA DA PENHA. Violência doméstica: materiais educativos e estatísticos. Fortaleza, diversos anos. (Conjunto de cartilhas e estudos sobre causas, dinâmica e prevenção da violência doméstica). IPEA; FBSP. Atlas 2023: Violência contra a mulher. 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Quantos corpos femininos serão necessários para despertar a ação dos bons? https://ibdfam.org.br/artigos/2407/Quantos+corpos+femininos+ser%C3%A3o+necess%C3%A1rios+para+despertar+a+a%C3%A7%C3%A3o+dos+bons%3F INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA); FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA (FBSP). Atlas da Violência 2023. Brasília/São Paulo, 2023; ver também os infográficos sobre violência contra a mulher (edições 2022–2025). FRANCISCO, Papa. Mensagem para a campanha “Uma grande onda contra a violência masculina sobre as mulheres”. Vatican News, 2023; ver também declarações no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres (25 nov. 2021), em que o Papa qualifica essa violência como “covardia” e “degradação”. BRASIL. Lei n. 13.104/2015, art. 121, § 2º, VI e § 2º‑A, do Código Penal. Cf. análise em PRADO, R.; e OAB/SP. O feminicídio como crime hediondo. São Paulo, 2015. BRASIL. Lei n. 11.340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher (Lei Maria da Penha). Diário Oficial da União, 8 ago. 2006. MINISTÉRIO DAS MULHERES. Campanha “Feminicídio Zero – Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”. Brasília, 2024. Disponível em: portal do Ministério das Mulheres. FRANCISCO, Papa. Em resposta a uma pergunta de uma mulher chamada Giovanna, vítima de violência doméstica. https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/violencia-domestica-contra-mulheres-e-quase-satanica-diz-papa-francisco/ ROCHA, Sérgio da. “Feminicídios em pauta”. Arquidiocese de São Salvador da Bahia / CNBB, 2023. CONCÍLIO VATICANO II. Constituição pastoral Gaudium et spes (GS), n. 27. In: CONCÍLIO VATICANO II. Constituições, decretos, declarações. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2007. CONCÍLIO VATICANO II. Gaudium et spes (GS), n. 24. JOÃO PAULO II, Papa. Carta apostólica Mulieris dignitatem (1988); Encíclica Evangelium vitae (1995), especialmente nn. 2–3. FRANCISCO, Papa. 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JusBrasil, 2024; e materiais do Instituto Maria da Penha. https://www.mariocampos.mg.leg.br/institucional/noticias/o-papel-da-educacao-como-a-educacao-pode-prevenir-a-violencia-contra-a-mulher A mensagem do Papa para a campanha “Uma grande onda contra a violência masculina sobre as mulheres” 09 nov. 2023. FRANCISCO, Papa. Exortação apostólica pós‑sinodal Amoris laetitia (AL), especialmente cap. 7 (“Fortalecer a educação dos filhos”) e nn. 280–286 (sobre educação sexual). FRANCISCO, Papa. https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/04/13/papa-adverte-para-risco-da-violencia-contra-mulheres-pelo-confinamento.ghtml CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB). Diretório da Pastoral Familiar no Brasil. Brasília: Edições CNBB, 2004; ver também o site da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), com subsídios como Hora da Família e Hora da Palavra. LEÃO XIV, Papa. Oração aos pés da Imaculada, 08 de dezembro de 2025.