Entre a série de audiências na manhã desta segunda-feira (23/03), Leão XIV recebeu uma delegação do Yad Vashem, o Centro Mundial de Memória do Holocausto que tem como missão o reconhecimento, a documentação, a pesquisa e a educação sobre os 6 milhões de judeus assassinados pelos nazistas e os outros milhares de não judeus de diferentes nacionalidades que arriscaram a vida para ajudar os judeus.
Andressa Collet - Vatican News O Papa Leão XIV recebeu na manhã desta segunda-feira (23/03), no Vaticano, representantes do Yad Vashem, o Centro Mundial de Memória do Holocausto localizado no Monte Herzl, em Jerusalém, um espaço com instalações principalmente subterrâneas, entre museus, centros de pesquisa e monumentos. Criado em 1953 mas aberto ao público 4 anos depois, o memorial procura documentar e perpetuar a história do povo judeu durante o Holocausto, tanto dos cerca de 6 milhões de vítimas como dos milhares de não judeus de diferentes nacionalidades que arriscaram a vida para ajudar os judeus. Se o Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do mundo para o judaísmo, é o coração espiritual dos judeus, com fluxo anual de milhões de visitantes, o Yad Vashem é a consciência histórica, reunindo cerca de um milhão de pessoas por ano para preservar a memória do Holocausto. O próprio site oficial pode ser seguido em 8 idiomas. Com o crescente interesse mundial pelos eventos do Holocausto, bem como por seu significado judaico e universal, o Yad Vashem se esforça continuamente para transmitir de forma significativa a memória e os significados do Holocausto às futuras gerações. Para isso, criou um ambiente de aprendizado e comemoração multidimensional composto por quatro componentes básicos: a coleta de documentação, através de arquivos com material multimídia e a biblioteca que contém a coleção mais abrangente do mundo sobre o assunto; a pesquisa, através do Instituto Internacional para a Pesquisa do Holocausto, que apoia e promove estudos acadêmicos sobre o tema, além de publicar uma revista semestral e livros; a educação, com a Escola Internacional de Estudos do Holocausto, que é considerada a única do gênero no mundo; e sobretudo o Museu de História do Holocausto.