Presidente dos bispos venezuelanos: a esperança está na paz e na justiça - Vatican News via Acervo Católico

  • Home
  • -
  • Notícias
  • -
  • Presidente dos bispos venezuelanos: a esperança está na paz e na justiça - Vatican News via Acervo Católico
Presidente dos bispos venezuelanos: a esperança está na paz e na justiça - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Após a incursão militar dos EUA em Caracas, o arcebispo Jesús Andoni González de Zárate Salas, arcebispo de Valência e presidente da Conferência Episcopal, descreve o estado de espírito coletivo de uma população perturbada e amedrontada. "As pessoas aguardam as consequências de eventos que ainda estão se desenrolando. Para muitos, agora há mais perguntas do que respostas." Agradecemos a Leão XIV por suas orações e proximidade.

Federico Piana - Cidade do Vaticano "Nestas horas, há sentimentos contrastantes". O arcebispo de Valência e presidente da Conferência Episcopal Venezuelana, dom Jesús Andoni González de Zárate Salas, fala à mídia vaticana sobre o sentimento coletivo da população venezuelana após o ataque dos Estados Unidos e a prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, com a acusação de narcotráfico, terrorismo e tráfico de armas. Para ele, um ponto fundamental deve ser levado em consideração: "O fato de haver divergências na avaliação da realidade política nacional. Em geral, a população aguarda as consequências de eventos que ainda estão em pleno andamento. Para muitos, neste momento, há mais perguntas do que respostas." Calma surreal   A avaliação da situação por parte de dom González de Zárate Salas, retrata um país onde agora reina agora uma calma tensa, depois que no último sábado, na iminência das incursões militares, o pânico levou a população a estocar gêneres de primeira necessidade. “Nós, bispos - afirma ele - vivemos esses momentos com espírito de fé e em um clima de oração. A realidade difícil, complexa e dinâmica que a Venezuela tem vivido nas últimas décadas nos ensinou a priorizar a visão pastoral e o acompanhamento do nosso povo em detrimento de outras abordagens e perspectivas analíticas.” É por isso que, especialmente neste momento, “consideramos apropriado manter comunicação constante entre nós e com nossos sacerdotes para nos ajudar a permanecer próximos e acompanhar nosso povo.” Respeito e tolerância   E certamente, o arcebispo não teria se surpreendido que, no dia seguinte ao ataque, domingo, "a participação nas celebrações eucarísticas tenha sido quase normal". Um sinal de que a esperança ainda não morreu: "É sempre a mesma esperança que se manifestou repetidamente ao longo dos anos difíceis que tivemos de viver: a de poder responder aos nossos problemas pacificamente, com a participação de todos e de acordo com a Constituição e os valores democráticos que escolhemos como sociedade". Os bispos venezuelanos indicam caminhos muito específicos para alcançar a unidade nacional e a pacificação. Estes, enumera o arcebispo de Zárate, são "o respeito e a dignidade da pessoa, a tolerância e a compreensão recíproca, a busca do bem comum e a validade dos valores democráticos. Não são caminhos fáceis a serem percorridos, e temos experimentado isso nos últimos anos". Responsabilidade nacional   O presidente da Conferência Episcopal da Venezuela reiterou enfaticamente que "o compromisso de responder às complexas e difíceis realidades que nosso país atravessa é uma responsabilidade que recai, antes de tudo, sobre nós, venezuelanos, embora sempre tenhamos apreciado a ajuda da comunidade internacional no contexto da assistência humanitária, da defesa dos direitos humanos e da ordem democrática. Continuaremos a precisar dessa ajuda." O agradecimento a Leão XIV   Dom González de Zárate Salas agradeceu a Leão XIV pela proximidade demonstrada  no Angelus de domingo. "Desde o início de seu pontificado, o Papa tem demonstrado grande amor pelos venezuelanos e compreensão de nossa realidade. Por isso, apreciamos muito suas palavras de ontem, que estabeleceram um programa completo a seguir: superar a violência, trilhar caminhos de justiça e paz, garantir a soberania do país, assegurar o Estado de Direito consagrado na Constituição, o respeito aos direitos humanos e civis e trabalhar juntos para construir um futuro melhor."

Siga-nos

Acervo Católico

© 2024 - 2026 Acervo Católico. Todos os direitos reservados.