No Centro de Refugiados de Maratane, Arquidiocese de Nampula, norte de Moçambique, refugiados enfrentam dificuldades crescentes após a redução do apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Vindos de Burundi, Ruanda, Somália e República Democrática do Congo (RDC), muitos vivem há anos no Centro e lutam por alimentação e rendimento. A Igreja reforça o apoio.
Cremildo Alexandre – Nampula, Moçambique Alguns refugiados conseguiram alcançar alguma estabilidade económica, mas uma grande parte permanece em situação de extrema vulnerabilidade. “A vida ficou mais difícil depois que a ajuda diminuiu. Lutamos todos os dias para alimentar as nossas famílias”, relatou um dos refugiados à Rádio Vaticano. Perante este cenário, a Igreja Católica tem reforçado a sua presença pastoral e social. De acordo com o padre Simone Adriano, da Paróquia São Francisco Xavier, o acompanhamento vai além da assistência material. “Muitas pessoas precisam de ser ouvidas. A escuta é também uma forma de cuidar e devolver dignidade”, afirmou. Em colaboração com a Cáritas de Nampula, a Igreja promove iniciativas de apoio comunitário, incluindo projetos de criação de pequenos animais e outras atividades geradoras de rendimento, ajudando os refugiados a reconstruir a sua autonomia. Apesar das dificuldades, a integração social tem sido um sinal de esperança. Muitos refugiados já participam activamente na vida comunitária. A Igreja continua a apelar à solidariedade internacional e ao reforço do apoio humanitário, para que estas populações não sejam esquecidas.