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Antônio de Galvão nasceu em Guaratinguetá, São Paulo, em 1739. Seu pai era português, capitão-mor da Vila, e sua mãe bisneta do bandeirante Fernão Dias Paes. O casal teve vários filhos e gozava de prestígio social e influência política.
Aos 13 anos, seu pai, que pretendia lhe dar formação humana e cultural, o mandou estudar com os jesuítas em Salvador, Bahia, onde já se encontrava seu irmão José. O contato com aqueles religiosos o levou a entrar para a Companhia de Jesus.
Contudo, a perseguição, movida contra a Ordem pelo Marquês de Pombal, fez com que seu pai o aconselhasse a entrar para a Ordem Franciscana, no convento de Taubaté, próximo à residência da família.
Aos 16 anos, fez o noviciado, em Cachoeira de Macacu, RJ, onde foi ordenado sacerdote com 23 anos.
Transferido para o Convento de São Francisco, em São Paulo, concluiu seus estudos e foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo considerado muito importante pelo contato com as pessoas e seu consequente apostolado.
Em 1774, com 35 anos, fundou, com a Irmã Maria Helena do Espírito Santo, um Recolhimento. Devido ao grande número de vocações, foi obrigado a ampliá-lo. A nova construção durou 14 anos e mais 14 para a construção da igreja, inaugurada em 1802. Frei Galvão foi arquiteto, mestre de obras e pedreiro. Hoje, este famoso Mosteiro da Luz é Patrimônio Cultural da UNESCO.
Frei Galvão faleceu em 1822, com 83 anos, no Mosteiro da Luz, onde está sepultado. Foi canonizado em 2007, pelo Papa Bento XVI, em São Paulo.