Muitas pessoas compareceram ao funeral do policial na quinta-feira, 1° de janeiro, enfatizando a importância de seu sacrifício para a coexistência pacífica entre as diversas comunidades de Aleppo.
Seu nome era Mohamed Massat. Ele era um policial muçulmano e havia se tornado pai de uma menina apenas dez dias antes. Na Síria, que entrou em 2026 em meio a mil incertezas, muitos agora o aclamam como um herói nas redes sociais locais. Foi sua coragem que o levou a sacrificar a própria vida na véspera de Ano Novo em Aleppo, ao frustrar um novo ataque de terroristas do Estado Islâmico que tinha como alvo cristãos. Em um posto de controle no bairro de Bab al-Faraj, em Aleppo, o policial avistou um indivíduo que se revelou ser um membro do Daesh. Ao tentar se certificar da situação, o terrorista abriu fogo, matando Massat, e em seguida se explodiu, ferindo também dois outros policiais que tentavam prendê-lo. O Ministério do Interior sírio expressou suas condolências à família e desejou uma rápida recuperação aos feridos. "Como parte dos esforços contínuos para combater o terrorismo e graças ao monitoramento meticuloso dos movimentos das células da rede terrorista Daesh, informações de inteligência revelaram a intenção do grupo de realizar ataques suicidas durante as comemorações de Ano Novo em várias províncias, particularmente em Aleppo, visando igrejas e locais de reunião civil", afirmou o Ministério em seu canal no Telegram. Muitas pessoas compareceram ao funeral do policial na quinta-feira, 1° de janeiro, enfatizando a importância de seu sacrifício para a coexistência pacífica entre as diversas comunidades de Aleppo. O mais recente atentado teria ocorrido em um dia significativo para a comunidade cristã, seis meses após o ataque à Igreja de Mar Elias em Damasco, em junho passado, que deixou mais de 20 mortos. *Com AsiaNews