Na guerra do Oriente Médio, as tentativas diplomáticas estão sendo frustradas pelo fogo cruzado que envolve quase todos os países da região. Trump fala de "grande progresso" nas discussões com o "novo regime" iraniano, mas ameaça com consequências devastadoras caso as negociações fracassem. Um petroleiro foi atingido em Dubai e explosões foram ouvidas em toda Jerusalém
Vatican News "Se um acordo não for alcançado em breve, destruiremos completamente suas usinas de energia, seus poços de petróleo e a Ilha de Kharg", adverte o presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista à revista Truth, sem descartar uma operação terrestre no Irã. Essas declarações ecoam as da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que afirmou que, se Teerã rejeitar a "oportunidade de ouro" para chegar a um acordo, as forças estadunidenses de prontidão oferecem ao presidente Trump todas as opções possíveis para assegurar que o Irã não seja mais capaz de ameaçar os Estados Unidos e seus aliados. "As propostas dos EUA são irrazoáveis, não há nenhum contato direto com Washington", respondeu Teerã. Petroleiro em chamas em Dubai O Wall Street Journal, entretanto, relata rumores de que Trump teria dito a seus assessores que está disposto a encerrar a guerra mesmo sem reabrir o Estreito de Ormuz. Enquanto isso, o conflito continua; nas primeiras horas desta terça-feira, pelo menos dez explosões foram ouvidas em toda Jerusalém e na região de Shfela, em Israel. Quatro pessoas ficaram feridas em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, por destroços de um míssil interceptado. E no porto de Dubai, o grande petroleiro Al Salmi pegou fogo após ser atingido por um ataque iraniano, e há temores de um vazamento de carga no mar. A defesa aérea também está em ação na Arábia Saudita. A frente do Líbano A frente libanesa também permanece tensa. Quatro soldados israelenses morreram em combate no sul do País dos Cedros. O Hezbollah declarou que seus combatentes lançaram 26 ataques contra as forças israelenses em território libanês e 17 ataques no norte de Israel desta segunda para terça-feira. E no Líbano, três soldados da força de paz da ONU também foram mortos desde o último domingo: na pauta da reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, esta terça-feira, as mortes dos soldados da UNIFIL.