Ucrânia: rezemos para que o sol da paz ilumine a escuridão da guerra, diz o cardeal Zuppi - Vatican News via Acervo Católico

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Ucrânia: rezemos para que o sol da paz ilumine a escuridão da guerra, diz o cardeal Zuppi - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Na noite desta quarta-feira (24/02), em Santa Maria in Trastevere, em Roma, a Comunidade de Sant'Egidio organizou uma vigília de oração pelos 4 anos desde o início da invasão russa à Ucrânia. O presidente da Conferência Episcopal Italiana, cardeal Matteo Zuppi: “a Igreja só quer que as armas se calem, que se chegue a um cessar-fogo e que se abra um caminho para a paz”.

Guglielmo Gallone - Vatican News “Como rezar sempre sem nunca se cansar?”: foi com essa pergunta que o cardeal Matteo Maria Zuppi iniciou a vigília pela paz na Ucrânia, no quarto aniversário da invasão russa, realizada nesta quarta-feira (24/02) na Basílica de Santa Maria in Trastevere, em Roma. Numa época em que não estamos acostumados à espera, observou o presidente da Conferência Episcopal Italiana, a oração continua exigindo perseverança, pede para não desistir, para não se deixar vencer pelo hábito e pela resignação. Porque, no fundo, ela também é uma forma de rebelião: rebelião contra o mal, contra a guerra, contra a “globalização da impotência” que torna aceitável o que nunca deveria ser. “A Igreja pede apenas que as armas se calem” Palavras ainda mais fortes neste dia trágico de aniversário, diante do qual, precisou Zuppi, “a Igreja, como também pediu o Papa Leão XIV, pede apenas que as armas se calem, que se chegue a um cessar-fogo e se abra um caminho para a paz”. Estes “quatro anos de aniversário são dolorosos e vergonhosos para toda a humanidade, como disse o Papa Francisco. E – acrescentou o presidente da CEI – a vergonha aumentou hoje”. Porque os conflitos, reiterou o cardeal, “não se resolvem com armas, mas com diálogo. E podem ser resolvidos: esta convicção requer o esforço de todos, também e sobretudo da Europa”. Para que isso aconteça, porém, é importante recuperar aquele sentido social e comunitário de poder agir juntos por um objetivo comum porque, reiterou Zuppi, “a única vitória que todos devemos buscar é a Páscoa da paz”. Uma vitória que passa pela perseverança na oração, capaz de “nos fazer ouvir aquele grito” e de “nos libertar do cansaço”. O compromisso da Comunidade de Sant'Egidio Nesse sentido, é fundamental o crescente compromisso de solidariedade da Comunidade de Sant'Egidio com a Ucrânia. Graças a uma presença enraizada no país desde 1991, desde os primeiros dias após a invasão russa, a comunidade criou uma extensa rede de ajuda humanitária com cinco centros para deslocados internos — três em Kiev, um em Lviv e um em Ivano-Frankivsk — além de distribuições nas regiões próximas à linha de frente, particularmente em Kramatorsk, Nikopol, Kharkiv e Sumy. Desde o início do conflito até hoje, foram enviadas 213 cargas, num total de 4.450 toneladas de ajuda humanitária: 750 mil pessoas receberam alimentos, roupas e produtos de higiene, enquanto dois milhões se beneficiaram de ajuda sanitária. Números que revelam um compromisso contínuo, que cresceu ao longo do tempo, à medida que a guerra se prolongava. A Ucrânia devastada pela guerra Ao recordar o compromisso da Comunidade na Ucrânia, falou de “segurança, luz de esperança, calor”. E citou Nadia, deslocada do Donbass e refugiada em Kiev, que compreendeu, graças ao papel da Comunidade de Sant'Egidio, que “a prioridade na vida de cada um de nós é a vida dos outros”. “O mundo está morrendo por falta de amor”, concluiu Zuppi, “está morrendo por ódio humano. Não deixemos de implorar ao Todo-Poderoso que faça chover do céu chuvas abundantes e quentes de sua santa graça. Cada um de nós pode ser um pouco como uma gota dessa chuva quente de sua santa graça. E cada um de nós pode combater a falta de amor com seu amor”. Após a homilia, o coro entoou um canto em ucraniano. Imediatamente, uma dezena de pessoas se levantou entre a multidão. Elas cantaram, por vezes comovidas. Não sabemos quem eram. Gostamos de pensar que eram ucranianos e que, naquele canto, se reconheceram, se sentiram livres, se sentiram em casa. Naquela casa, há muito tempo, tempo demais, martirizada pela guerra.

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