A Fé e o protagonismo da juventude do Marajó em meio aos banzeiros da Amazônia - Vatican News via Acervo Católico

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A Fé e o protagonismo da juventude do Marajó em meio aos banzeiros da Amazônia - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Em um cenário onde as águas ditam o ritmo da vida, a juventude católica do Arquipélago do Marajó reafirmou seu compromisso com a missão e a transformação social. No último final de semana, o município de Portel sediou a ‘8ª Assembleia da Pastoral da Juventude (PJ) da Prelazia do Marajó’, reunindo representantes de diversas paróquias para um processo intenso de escuta, avaliação e planejamento.

Vívian Marler - Assessora de Comunicação do Regionall Norte 2 Com o tema “PJ do Marajó: Resistindo aos banzeiros e anunciando a esperança”, o encontro não foi apenas um evento celebrativo, mas um espaço estratégico de discernimento. Durante os três dias, os jovens debateram os desafios específicos da realidade amazônica, desde a carência de recursos até as dificuldades logísticas impostas pela imensidão territorial e traçaram as diretrizes que nortearão as ações da juventude para o próximo triênio. A coordenação local da PJ em Portel destacou que o fortalecimento dos grupos de base é a prioridade. A estratégia foca na troca de experiências para tornar o trabalho mais próximo da realidade cotidiana dos jovens marajoaras. “Articular projetos que cheguem ao interior é o nosso maior desafio devido à logística, mas buscamos métodos para ouvir esses anseios e fortalecer a nossa caminhada em toda a Prelazia”, afirmou a organização. Atualmente, a Pastoral da Juventude está articulada em oito paróquias, divididas entre as regiões Norte e Sul/Sudeste da Prelazia. O encontro reforçou a necessidade de ocupar novos espaços, como a região pastoral Campos A, onde a PJ ainda busca estabelecer presença. Alinhados às diretrizes da última Assembleia do Povo de Deus, os jovens buscam um protagonismo que não seja apenas nominal, mas uma força viva dentro da Igreja do Marajó. Para o bispo da Prelazia do Marajó, Dom Ionilton Lisboa, a organização da juventude é um pilar fundamental tanto para a estrutura eclesial quanto para a sociedade civil. Em sua fala durante a Assembleia, o bispo enfatizou a necessidade do ciclo de planejamento e avaliação. “O planejamento, a execução e a avaliação são fundamentais em qualquer organização, seja ela da Igreja ou social. Esta Assembleia é o momento em que avaliamos nossa caminhada e projetamos os próximos três anos. A Igreja sempre valorizou a presença dos jovens em sua missão e incentiva que eles se organizem. A Pastoral da Juventude é justamente esse espaço onde nossa juventude católica se articula para seguir Jesus, participar ativamente da missão e aprofundar a fé. Nosso grande foco agora é alcançar aqueles que ainda estão distantes da caminhada comunitária ou paroquial”. Sobre a Prelazia do Marajó Fundada em 14 de junho de 1928 pelo Papa Pio XI, a Prelazia do Marajó é uma circunscrição eclesiástica histórica, sediada no município de Soure (PA). Ela abrange uma vasta área do Arquipélago do Marajó, o maior complexo fluviomarítimo do mundo. Geograficamente, é um desafio para a evangelização: composta por municípios como Soure, Salvaterra, Portel, e outros, a região sofre com grandes distâncias e acesso majoritariamente fluvial. Sob a liderança de Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira a Prelazia tem intensificado o trabalho com as pastorais sociais e de juventude. Dom Ionilton é conhecido por seu perfil de proximidade com os movimentos sociais e pela defesa dos direitos humanos na Amazônia. O trabalho com a juventude no Marajó é marcado pela ‘Resistência Cultural e Social’, ao usar o termo “banzeiros”, que são ondas provocadas por embarcações ou vento, no tema da Assembleia simboliza as dificuldades socioeconômicas e as pressões que os jovens enfrentam na região; com a ‘Formação de Lideranças’ a Pastoral da Juventude atua como uma escola de cidadania e fé, incentivando os jovens a serem protagonistas em suas paróquias e comunidades ribeirinhas, com o ‘Enfrentamento de Vulnerabilidades’, é apresentada a realidade do Marajó, a atuação da Igreja com os jovens também passa pela prevenção à exploração e pelo incentivo à educação e permanência no território com dignidade.

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