Aberta em Roma a Assembleia da União das Superioras Maiores da Itália, Usmi - Vatican News via Acervo Católico

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Aberta em Roma a Assembleia da União das Superioras Maiores da Itália, Usmi - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

"Somos pessoas da primavera. Uma profecia de presença no hoje": este é o tema escolhido para o encontro. Presidente Monetti: "Mesmo na fragilidade, o Evangelho fermenta relacionamentos e inspira escolhas autênticas. A nossa profecia é uma profecia de presença"

Vatican News "Somos pessoas da primavera. Uma profecia de presença no hoje": este é o tema escolhido para a 73ª Assembleia Geral da União das Superioras Maiores da Itália (Usmi), que se realiza esta sexta-feira e sábado, dias 10 e 11 de abril. O tema subjacente é a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões de 2025, que convida a uma renovação da espiritualidade pascal como fonte da missão cristã. A Assembleia busca, assim, dar forma a uma vida consagrada para as mulheres que se reconheça como parte viva de uma Igreja missionária e inclusiva, chamada a testemunhar a comunhão, a esperança e a proximidade evangélica. Mas o que significa ser "Pessoas da primavera" para as mulheres consagradas que vivem em uma Itália cada vez mais secularizada? “Significa ser pessoas que acreditam profundamente na Páscoa e no renascimento do Espírito”, explica a irmã Micaela Monetti, presidente da Usmi, enfatizando que “ser religiosa hoje significa olhar para a nova vida com esperança, recusando-se a render-se a uma narrativa de morte, violência e opressão. Este tema inspira-se na mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões de 2025, retomado pelo magistério do Papa Leão, que representa uma verdadeira declaração de fé: um hino de amor à vida em espírito pascal.” Profecia da presença Mas como a vida consagrada feminina ainda pode representar um sinal profético na sociedade atual? A irmã Monetti não tem dúvidas: "A nossa profecia é uma profecia de presença. Embora muitas vezes silenciosa e aparentemente insignificante aos olhos do mundo, a vida consagrada realiza um bem imenso que não faz barulho. Onde quer que haja mulheres dedicadas ao Evangelho", continua a religiosa, "percebe-se uma diferença qualitativa no seu modo de vida. Temos consciência de que, do ponto de vista numérico e etário, o momento atual parece mais crepúsculo do que primavera, marcado por uma presença envelhecida e decrescente no território nacional. No entanto, precisamente nesta fragilidade, a diferença do Evangelho emerge com força: fermenta relações, inspira escolhas de vida autênticas e oferece um testemunho precioso às novas gerações que procuram sentido no vazio contemporâneo." Dimensão missionária e intercultural Infelizmente, as vocações na Itália têm vindo a diminuir há décadas, e parece difícil conciliar esta crise com a imagem de um renascimento primaveril. Mas para a presidente da Usmi, "O primeiro sinal desta primavera está na dimensão missionária e intercultural. Seria superficial interpretar a chegada de religiosas do exterior como uma mera escolha funcional para preencher as lacunas deixadas pelas religiosas italianas. Pelo contrário, vejo neste fenômeno um sinal de universalidade e catolicidade: um Evangelho que transcende fronteiras e culturas. Este processo", enfatiza, "revitaliza as nossas comunidades, historicamente um tanto fechadas num certo provincianismo e numa noção de autossuficiência. Hoje, as gerações mais jovens italianas estão vivendo uma profunda transformação que questiona diretamente a forma e o estilo de vida das nossas congregações. Devemos perguntar-nos se, por vezes, acabamos por defender tradições que consideramos essenciais à nossa identidade carismática, perdendo de vista as questões de sentido que os jovens colocam hoje sobre Deus e o próximo." Responsabilidade de liderar A irmã Monetti tem grandes expectativas para a Assembleia que prossegue até este sábado, "especialmente pela participação de mais de 250 Superioras Maiores. São irmãs que carregam a responsabilidade diária de liderar suas comunidades por toda a Itália, e a confrontação entre essas diferentes experiências é, em si, uma semente para o futuro."

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