A tensão volta a aumentar no Oriente Médio com ataques a navios que transitam pelo Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos falaram em “autodefesa”. O presidente Trump afirma que as negociações seguem em frente, assim como as entre o Líbano e Israel: esta quarta-feira, uma nova rodada de conversações em Washington, mas, no terreno, entretanto, são contabilizados 5 mortos e 48 feridos
Vatican News Os Estados Unidos declararam ter realizado “ataques de autodefesa” contra alvos militares iranianos na ilha de Qeshm e no Estreito de Ormuz, com o objetivo de contrastar os ataques iranianos na região. Teerã, por sua vez, lançou mísseis balísticos contra outros países do Golfo, concentrando-se no Kuwait (onde o aeroporto internacional foi atingido, causando uma morte, vários feridos e a suspensão dos voos) e no Bahrein. Mas as sirenes de alarme também soaram na Arábia Saudita. O impasse nas negociações O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações continuam, desmentindo a versão dos Pasdaran, que, por sua vez, informaram não ter contato com os EUA há dias. Em resposta, Teerã acusou Washington de mudar constantemente suas exigências nas negociações, enquanto o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou o governo iraniano por misturar as duas frentes, forçando a inclusão do Líbano nas negociações. O impasse do Líbano Esta quarta-feira, em Washington, tem lugar uma nova rodada de negociações entre as delegações do Líbano e de Israel, enquanto os ataques aéreos israelenses no sul atingiram um hospital em Tebnine, matando 5 pessoas, incluindo uma criança, e ferindo 48. Além disso, foram registrados 13 ataques do Hezbollah contra as forças de defesa israelenses. Segundo rumores, teria ocorrido também uma ligação telefônica bastante acalorada entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e Trump, na tentativa de conter a escalada de Israel no Líbano, após a decisão das Forças de Defesa de Israel (IDF) de retomar os ataques também nos subúrbios de Beirute.