Em Cabo Verde, 416 mil eleitores são chamados neste domingo, 17 de maio de 2026, às urnas para eleger os 72 deputados da Assembleia Nacional. Os cabo-verdianos fora do país também podem votar, e são 72 mil os inscritos em vários países.
Dulce Araújo - Vatican News O país com o maior número de inscritos é Portugal com 26 mil, seguido dos Estados Unidos com 14 mil e da França com 11 mil. Em Itália são 3.225. São cinco os partidos concorrentes: o MpD (Movimento para a Democracia), atualmente no poder desde 2016, o PAICV (Partido para a Independência de Cabo Verde) maior partido de oposição, a UCID (União Cabo-verdiana Independente e Democrática), o PTS (Pessoa, Trabalho e Solidariedade) e ainda o PP (Partido Popular) estes dois últimos sem assento parlamentar na legislatura cessante. As primeiras eleições multipartidárias em Cabo Verde, aconteceram em 1991, e desde então o MpD e o PAICV, se têm alternado no poder com maiorias absolutas. A tendência neste país de regime parlamentar e considerado uma das democracias mais estáveis da África, tem sido, portanto, o bipartidarismo, um desafio para os partidos mais pequenos que, na atual campanha eleitoral, se pronunciaram contra essa tendência. Em nome dos dois maiores partidos, concorrem, respetivamente, o atual Primeiro Ministro, Ulisses Correia e Silva, Presidente do MpD; e para o PAICV, Francisco Carvalho, Presidente do Partido e Presidente da Câmara Municipal da capital cabo-verdiana, Praia. O líder do partido que sair vencedor destas eleições será o Primeiro Ministro para os próximos cinco anos. Os temas que mais se evidenciaram nesta corrida às eleições são o emprego, a segurança e os transportes.