Cardeal Spengler, CELAM: “sem espiritualidade, as estratégias são superficiais” - Vatican News via Acervo Católico

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Cardeal Spengler, CELAM: “sem espiritualidade, as estratégias são superficiais” - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

CELAM: reunião do Comitê de Coordenação Pastoral, realizada de 9 a 11 de março em Bogotá.

Paola Calderón Gómez - CELAM Fortalecer a sinergia pastoral e operacional entre a presidência do CELAM e os quatro centros pastorais que o compõem tem sido um dos objetivos da reunião do Comitê de Coordenação Pastoral, realizada de 9 a 11 de março em Bogotá. O comitê avaliou a execução do Plano Global previsto para o período 2023-2027, à luz dos documentos mais recentes do Magistério da Igreja. De fato, o objetivo da reunião foi identificar os avanços, as lacunas e as prioridades estratégicas do organismo a partir da reflexão evangélica que surge como fruto de sua missão e tendo em vista o acompanhamento das 22 Conferências Episcopais da América Latina e do Caribe. Tendo em vista essas intenções, a Presidência do CELAM estabeleceu uma série de eixos transversais para o trabalho, que incluem a iluminação espiritual a partir da sinodalidade e para ela, a reflexão sobre os desafios da região, bem como as oportunidades de crescimento e articulação com organizações civis e eclesiais. Diante das tensões do continente Foi o que expôs o cardeal Jaime Spengler, Presidente do CELAM, na abertura da reunião, ao destacar a diversidade do continente que sobrevive ao rigor da realidade, em especial, “as tensões políticas e sociais que muitas vezes afetam seu desenvolvimento”. Um contexto que desafia a ação pastoral do organismo e sua missão de anunciar o Evangelho. Sem ignorar a importância que os planos e projetos revestem para qualquer organização, o também presidente da CNBB assegurou que “sem mística ou espiritualidade evangélica, as estratégias e intenções resultam superficiais, porque nos encontramos diante de um processo de longo fôlego que tem no Evangelho seu ponto central”. Para dom Spengler, o comitê de coordenação pastoral pode revitalizar o horizonte da organização para avançar com determinação. “Interpretar os sinais dos tempos exige de nós um compromisso para ampliar a capacidade de escuta, diálogo e cooperação; ou seja, avançar no acompanhamento das necessidades pastorais de nossas comunidades”. Na perspectiva de Spengler, a reunião do comitê de coordenação do CELAM constitui uma oportunidade, um privilégio e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade que permite entrar em contato direto com o dinamismo pastoral do continente. Da mesma forma, “o encontro nos permitiu ouvir e participar do que os Centros Pastorais do CELAM estão desenvolvendo e, ao mesmo tempo, trabalhar em prol de uma sintonia cada vez maior entre os centros, avançando com objetividade e unindo forças em torno de objetivos comuns”. Servir e acompanhar Esses pontos, referentes ao serviço e ao acompanhamento oferecidos pelo CELAM, também foram destacados durante a reflexão inicial compartilhada por dom Jorge Lozano e pelo padre. Pedro Brassesco, ex-secretário-geral e ex-secretário-geral adjunto do CELAM, respectivamente. Dom Lozano, arcebispo de San Juan de Cuyo, falou sobre o ensinamento do Concílio Vaticano II a respeito da questão dos organismos que agrupam as conferências episcopais. Assim, ele lembrou que, desde sua fundação em 1955, o Celam tinha como parte de seu DNA a riqueza da eclesiologia que vem amadurecendo na Igreja.

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