Cisjordânia, não dos Estados Unidos à anexação - Vatican News via Acervo Católico

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Cisjordânia, não dos Estados Unidos à anexação - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

O presidente Trump opõe-se às medidas do executivo israelense que visam uma expansão mais rápida na área. Está prevista esta quarta-feira, uma reunião do chefe da Casa Branca com o primeiro-ministro israelense Netanyahu.

Paola Simonetti – Vatican News “Uma Cisjordânia estável mantém Israel seguro e está em linha com o objetivo da administração estadunidense de alcançar a paz na região”. Foi o que disse na segunda-feira, 9 de fevereiro, um funcionário da Casa Branca, respondendo às perguntas dos jornalistas, reiterando a posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a anexação da Cisjordânia pelo governo israelense. Para discutir a questão, Trump anunciou que se reunirá nesta quarta-feira com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. As medidas de Israel As declarações da administração Trump surgem na sequência da aprovação, por parte do gabinete de segurança israelense, de uma série de medidas que permitem uma vasta expansão dos colonatos na Cisjordânia e facilitam a aquisição de terrenos e licenças de construção em áreas que, de acordo com os acordos de Oslo, deveriam estar sob o controle total ou parcial palestino. Permissões que, até agora, precisavam da aprovação tanto das autoridades locais quanto das israelenses. As reações A notícia da aprovação das medidas de expansão no território da Cisjordânia provocou nesta segunda-feira a reação palestina que, pela voz do presidente Mahmoud Abbas, pediu ao presidente Trump, durante um encontro em Amã com o rei da Jordânia, que “reafirmasse o compromisso de impedir o deslocamento e a anexação” israelense da área, exortando a administração norte-americana a levar adiante a “posição assumida já em setembro passado durante a discussão do Plano do presidente Trump com os líderes dos países árabes e islâmicos em Nova Iorque”. Em segundo plano, há também a irritação de vários países contrários às ambições israelenses, como Espanha, Grã-Bretanha, a própria União Europeia e a Liga Árabe, que considera as medidas israelenses uma ameaça aos acordos de paz na região. A ONU expressa a sua profunda preocupação. Numa nota do porta-voz, Stephane Dujarric, adverte “que a situação atual no terreno, incluindo esta decisão, está a comprometer a perspetiva da solução de dois Estados”. Além disso, reitera que “todos os colonatos israelenses na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, não têm qualquer validade legal e constituem uma violação flagrante do direito internacional”.

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