Com o ultimato expirado, o presidente dos EUA, Trump, anunciou um cessar-fogo de duas semanas sob a condição de que o Estreito de Ormuz seja reaberto imediatamente. As negociações com Teerã começarão em Islamabad na sexta-feira, 10 de abril. Israel aderiu, mas excluiu a frente libanesa da trégua
Vatican News Um cessar-fogo que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nas redes sociais - segundo ele - como "uma vitória total e completa" para os Estados Unidos, apoiado pela mediação do Paquistão e da China, que exortou Teerã a demonstrar flexibilidade. A trégua de duas semanas, cuja principal condição é a reabertura incondicional do Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, já fez com que o preço do petróleo despencasse para menos de US$ 92 o barril. Posição de Israel sobre o Líbano O anúncio do cessar-fogo de duas semanas também surpreendeu Israel, embora o primeiro-ministro Netanyahu tenha se alinhado imediatamente com os Estados Unidos, para negar logo em seguida a afirmação do mediador Paquistão de que a trégua entraria em vigor imediatamente em todas as frentes de combate. De fato, Israel, declarou que a trégua não inclui o Líbano, onde a cidade de Tiro, no sul do país, foi evacuada durante a noite de terça para quarta-feira e onde um ataque a Saida resultou em oito mortes de civis e pelo menos 22 feridos. Mesmo antes do anúncio de Trump, o ministro das Relações Exteriores israelense, Katz, havia ressaltado que o confronto com o Hezbollah — o grupo xiita apoiado por Teerã — é "independente" da guerra com o Irã. Negociações no Paquistão Há agora expectativa para a primeira rodada de negociações agendada para sexta-feira, 10 de abril, em Islamabad, que contará com a presença do vice-presidente Vance e dos enviados estadunidenses Witkoff e Kutchner; a previsão de Trump é positiva, já que ele descreve a questão do urânio como "perfeitamente resolvida". Para pôr fim à guerra, os Estados Unidos haviam delineado um plano de 15 pontos, ao qual o Irã respondeu com seu próprio plano de 10 pontos, que deverá ser discutido nas negociações. Os detalhes do plano não são totalmente conhecidos. Certamente, entre os vazamentos, está a remoção de todas as sanções contra Teerã impostas por vários governos dos EUA.