IA e trabalho, a Santa Sé: defender a dignidade humana e o bem comum - Vatican News via Acervo Católico

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IA e trabalho, a Santa Sé: defender a dignidade humana e o bem comum - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

O arcebispo Balestrero, observador permanente da Santa Sé junto à ONU e outras organizações internacionais em Genebra, na Suíça, interveio na segunda-feira (01/06) na 114ª Conferência Internacional do Trabalho: “É preciso mitigar os efeitos nocivos das novas plataformas econômicas, garantindo que a IA sirva verdadeiramente ao bem comum”

Vatican News O rápido crescimento da economia das plataformas transformou o mundo do trabalho, oferecendo novas oportunidades de emprego, mas também expondo muitos trabalhadores “a novas formas de invisibilidade e exploração”. É o que afirma o observador permanente da Santa Sé junto à ONU e outras organizações internacionais em Genebra, na Suíça, o arcebispo Ettore Balestrero, em sua intervenção na segunda-feira (01/06) na 114ª Conferência Internacional do Trabalho. Proteger a dignidade humana e do trabalho Segundo o prelado, o debate sobre a economia das plataformas deveria centrar-se «na dignidade inerente à pessoa humana, dada por Deus, e na dignidade do trabalho». «O desafio não é tecnológico, mas antropológico», afirma Balestrero, citando uma frase do Papa Leão XIV na mensagem para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Evitar novas desigualdades No que diz respeito às preocupações éticas, o observador permanente citou a recente encíclica Magnifica humanitas, do Papa Leão, para sublinhar que, quando o poder está concentrado nas mãos de poucos, «tende a tornar-se opaco e a escapar ao controle público, aumentando o risco de formas distorcidas de desenvolvimento que dão origem a novas dependências, exclusões, manipulações e desigualdades». Por isso — afirmou — é fundamental construir formas de cooperação «no respeito pelo bem comum». O desenvolvimento a serviço do bem comum Outro aspecto crítico da crescente digitalização do setor diz respeito ao «poder de garantir ou limitar o acesso ao trabalho» por parte dos operadores das plataformas. «Isso significa que os trabalhadores podem ter de pagar para ter acesso a oportunidades de trabalho», observou o arcebispo, referindo-se a uma inversão do princípio segundo o qual nenhum trabalhador deveria jamais pagar para ter um emprego. “É, portanto, decisivo — concluiu — empenhar-se em discussões com os parceiros sociais sobre as formas de mitigar os efeitos nocivos das novas plataformas econômicas, garantindo que a IA sirva verdadeiramente o bem comum”.

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