Irã, continuam os protestos em 17 províncias - Vatican News via Acervo Católico

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Irã, continuam os protestos em 17 províncias - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Esta quinta-feira marca o décimo segundo dia de protestos, com manifestações se espalhando para as províncias ocidentais do país, predominantemente habitadas por minorias curdas. Registra-se um novo nível de desafio contra o governo, com muitos pedindo o retorno do filho do Xá Pahlavi do exílio. Nos arredores de Teerã, um manifestante esfaqueou um policial

Vatican News   Começaram com lojistas e pequenos empresários - um segmento crucial da economia iraniana - exasperados pela inflação galopante e pela desvalorização da moeda. Em seguida, espalharam-se para estudantes e outras faixas da população, e também se disseminaram geograficamente para 17 das 31 províncias, incluindo as do sudoeste, de maioria curda, e as mais leais ao governo, como Qom e Mashhad. Esses são os protestos do povo do Irã em curso desde o final de dezembro e, segundo organizações humanitárias no país, já causaram 35 mortes, incluindo a de alguns policiais que tentavam reprimi-los. Distinguir entre manifestantes pacíficos e revoltosos violentos O governo havia começado a reprimir os protestos com força, mas na quarta-feira, o presidente Massoud Pezeshkian ordenou às forças de segurança que distinguissem entre manifestantes pacíficos e revoltosos violentos armados e com a intenção de atacar quartéis e instalações militares. A situação é ainda mais complicada pela fragilidade de Teerã no cenário internacional: no início dos protestos, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou intervir em caso de repressão sangrenta. O cenário internacional Enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou apoio aos manifestantes desde o início, Moscou, aliada histórica de Teerã, permaneceu em silêncio, após meses tentando mediar o conflito entre Israel e a República Islâmica, cujo fim muitos atualmente desejam. De fato, durante as manifestações, o nome de Reza Pahlavi, filho do último Xá, exilado após a revolução dos aiatolás em 1979, tem sido cada vez mais invocado. Tanto que, esta quarta-feira, ele se pronunciou à imprensa estadunidense, declarando-se pronto para "liderar uma transição para a democracia" e expressando esperança de uma "mudança pacífica" no país por meio de um referendo.

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