O Pontífice recebeu em audiência representantes da ITA Airways, que faz o transporte dos Papas nas viagens que saem do aeroporto internacional Roma-Fiumicino. Ele agradeceu pelo serviço realizado a partir de São Paulo VI, em 1964, até hoje e descreveu a importância de voos que levam mensagens de paz: "os aviões deveriam ser sempre veículos de paz, jamais de guerra!", e após "as trágicas experiências do século XX, os bombardeios aéreos deveriam ter sido banidos para sempre!", o que não aconteceu.
Andressa Collet - Vatican News A semana começou com uma série de audiências para o Papa Leão XIV no Vaticano. Na Sala Clementina, o Pontífice recebeu nesta segunda-feira (23/03) cerca de 200 pessoas, entre dirigentes e funcionários da ITA Airways, a nova companhia aérea nacional da Itália, criada em 2021 para substituir a Alitalia, com menos aviões e funcionários e foco em rotas consideradas sustentáveis. A herança que permaneceu foi a institucional, como transportar os Papas nas viagens que saem do aeroporto internacional Roma-Fiumicino: Leão XIV viajou pela primeira vez com a ITA em 27 de novembro de 2025 para Ancara, no Turquia, e voltará a usufruir dos serviços da companhia italiana em menos de um mês, como o próprio Pontífice recordou durante a audiência no Vaticano: "A história das viagens apostólicas dos Papas de avião, a partir de São Paulo VI, está ligada de maneira especial à companhia aérea de bandeira italiana, antes a Alitalia e agora a ITA Airways. E eu também, se Deus quiser, terei a oportunidade de contar novamente com o serviço de vocês, daqui a vinte dias, para a viagem à África." Leão XIV fez referência à viagem apostólica de 13 a 23 de abril que o levará a visitar quatro nações - Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial: para o país de destino inicial ele viaja com a ITA; já os voos internos e de retorno à Itália normalmente ganham o apoio de companhias aéreas do país visitado. Os Pontífices, então, não usam um avião próprio do Vaticano, mas aeronaves comerciais fretadas, adaptadas para a segurança e o trabalho do Papa, seguindo protocolos adotados por chefes de Estado. Os voos ainda incluem a comitiva pontifícia e uma delegação de jornalistas. Leia a íntegra da saudação do Papa Leão XIV Voo papal leva mensagens de paz Hoje em fase de consolidação, a ITA está em processo de integração à Lufthansa, um dos maiores grupos de aviação da Europa, tanto que uma representação alemã também participou da audiência com o Papa nesta segunda-feira (23/03). A oportunidade também foi de agradecimento do Pontífice pelo trabalho realizado pelos profissionais, tanto da Alitalia como da ITA, durante as viagens internacionais com os predecessores e colaboradores de Leão XIV, num ambiente que ele caracterizou como "sereno, diria quase familiar, onde o respeito se une à devoção. Encontrar-me com vocês me dá a oportunidade de expressar o apreço e a gratidão, meus e da Santa Sé, por este serviço precioso". Um serviço importante nos dias de hoje, pois inspira diariamente a "traçar rotas de paz nos céus", destacou Leão XIV, ao enfatizar novamente o "retrocesso" das atividades aéreas utilizadas a serviço da guerra: "Os voos papais são um dos símbolos mais eloquentes da missão dos Sucessores de Pedro na era contemporânea. De maneira particular, em suas viagens apostólicas, o Papa se apresenta a todos como mensageiro de paz: as suas rotas são o que sempre deveriam ser, ou seja, pontes de diálogo, de encontro, de fraternidade. Os aviões deveriam ser sempre veículos de paz, jamais de guerra! Ninguém deveria ter medo de que do céu chegassem ameaças de morte e destruição."