Leão XIV: a saúde não é um luxo, mas uma condição para a paz social - Vatican News via Acervo Católico

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Leão XIV: a saúde não é um luxo, mas uma condição para a paz social - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Ao receber os participantes da conferência "Quem é meu próximo hoje?", o Papa fez um apelo por cuidados acessíveis a todos, "para evitar que uma injustiça se torne semente de conflito". "Cuidar da humanidade dos outros", sublinhou o Pontífice, "ajuda a viver a própria". A Igreja também pode dar uma contribuição significativa no combate às desigualdades no campo da saúde.

Benedetta Capelli – Vatican News A paz baseia-se na luta contra as desigualdades, baseia-se na proteção da dignidade dos vulneráveis, muitas vezes "descartados". Os cristãos são chamados a olhar para construir uma sociedade justa e criar "comunidades solidárias" marcadas pelo bem-estar de todos. Estes são os conceitos fortes da reflexão do Papa Leão XIV durante o encontro, nesta quarta-feira (18/03), antes da Audiência Geral, com os participantes da conferência "Quem é meu próximo hoje?". Uma iniciativa promovida pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa, pela Organização Mundial de Saúde - Região Europa e pela Conferência Episcopal Italiana. O encontro se realiza no dia da publicação do segundo "Relatório Europeu da OMS sobre o estado da equidade na saúde". Sementes do conflito O Papa pediu uma mudança de ritmo imediata diante das crescentes desigualdades no campo da saúde, alertando particularmente para a saúde mental das pessoas, especialmente dos jovens, "porque as feridas invisíveis da psique", afirma, "não são menos graves do que as visíveis". Descartados, pilares de uma sociedade justa "Quem é o meu próximo hoje?" é a pergunta extraída do Evangelho de Lucas que ainda interpela o homem contemporâneo. Leão XIV exortou a ir ao encontro do outro, especialmente de quem sofre, embora "a distância, a distração e o costume de ver a violência e o sofrimento alheio nos levem à indiferença". Cuidar da humanidade "É uma ilusão", enfatizou o Papa, "pensar que ignorando esses irmãos e irmãs, seja mais fácil alcançar a felicidade". Não podemos ser egoístas. O bem só se alcança na união. A dimensão "samaritana" Ao concluir seu discurso, o Papa Leão reiterou que a Igreja, por desempenhar um papel público, está sempre "a serviço da promoção do ser humano e da fraternidade universal" e que, em colaboração com as organizações internacionais, pode ter um impacto decisivo na luta contra as "desigualdades na área da saúde, em favor das populações mais vulneráveis".

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