Natal: O Pacto Educativo Estadual e a sociedade potiguar - Vatican News via Acervo Católico

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Natal: O Pacto Educativo Estadual e a sociedade potiguar - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

O Rio Grande do Norte necessita abraçar o Pacto Educativo Estadual, que desde o ano de dois mil e vinte dois tem sido defendido pela Arquidiocese de Natal, a partir da temática da Campanha da Fraternidade daquele ano, que versou sobre a “Fraternidade e a Educação”.

Padre Matias Soares, pároco da paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório - Natal-RN - Capelão da UFRN       A iniciativa do Papa Francisco de clamar para que o mundo assumisse um Pacto Global pela Educação (cf. https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/pont-messages/2019/documents/papa-francesco_20190912_messaggio-patto-educativo.html), nos oferece um projeto de civilização. Cada homem e mulher - Potiguares - de boa vontade é chamado a refletir e assumir com toda a sua condição humana - mente, corpo e espírito - essa feliz iniciativa. Ela visa uma educação inclusiva e de qualidade para cada norte-rio-grandense. Somos chamados a fazer um grande movimento, que mobilize desde às cidades, passando pelas periferias geográficas e existenciais, até as mais variadas estratificações sociais. Não é uma proposta que visa só os ambientes eclesiais, menos ainda só e somente só os educacionais. Ela tem que envolver a todos os sujeitos sociais. A articulação social exigirá de todos nós, parcerias, diálogos e humildade para acolher as possibilidades de contribuição de diversificados atores sociais. Infelizmente, por causa das polarizações ideológicas, interesses pessoais e tribais, temos que nos lançar num desafiador trabalho de convencimento sobre a emergência desta Aliança. Para muitos, o acolhimento das potencialidades dos outros ofusca e diminui a importância das particularidades de alguns. Esse é um modo distorcido de pensar o que poderia ser a “melhor política” (cf. Papa Francisco, Fratelli Tutti, cap. V). Nela, “a tarefa educativa, o desenvolvimento de hábitos solidários, a capacidade de pensar a vida humana de forma mais integral, a profundidade espiritual são realidades necessárias para dar qualidade às relações humanas, de tal modo que seja a própria sociedade a reagir face às próprias injustiças, às aberrações, aos abusos dos poderes econômicos, tecnológicos, políticos e mediáticos” (cf. Idem. 167). A participação popular teria que ser impulsionada em duas dimensões: 1- a quantitativa; 2- a qualitativa. Na primeira, teremos que nos envolver com as categorias populares, suas representações mais imediatas, principalmente nas comunidades periféricas das cidades e suas áreas rurais. Precisaremos assumir a geografia da nossa área potiguar, com suas regiões e lugares estratégicos para reunir, congregar e apresentar a proposta do Pacto Estadual. Neste sentido, principalmente a partir das paróquias, que estão em todos os municípios do nosso Estado, poderemos mobilizar de modo numérico e continuado todas individualidades e colegiados, que estão em cada municipalidade. Assim como, também podemos partir dos representantes públicos municipais, através dos seus prefeitos e vereadores, a fim de que todos os cidadãos que estão situados nestes entes da federação sejam convidados a participar. Cada bairro, comunidade, igrejas, centros sociais e organizações podem servir para que tenhamos espaços utilizados para a quantificação de células educativas. Sem dúvida, há que ter presente que as novas ferramentas mediáticas poderão servir de instrumentos imprescindíveis à ampliação das oportunidades. Na segunda dimensão, a qualidade tem a ver com os processos de formação e cuidado, humano e estrutural, de todas ações que viabilizem o desenvolvimento sistemático e continuado das práticas educativas, que favoreçam a inclusão e o bem estar integral de cada pessoa, desde às crianças aos idosos, em tempos e espaços integrais e integrados, com as famílias e demais forças vivas do ordenamento social. Não é só uma questão burocrática e econômica. Urge uma ecologia educativa que coloque no centro a dignidade da pessoa humana como critério de ação e metas a serem alcançadas (cf. https://www.arquidiocesedenatal.org.br/post/artigo-o-pacto-educativo-e-a-dignidade-da-pessoa-humana). É uma construção que nos levará a uma autêntica justiça social. Mesmo sendo um direito fundamental (CF art. 205-208), a sua conquista também precisa ser uma luta de toda a sociedade. O aparato estatal já tem demonstrado que é falho na concretização de políticas públicas que alcancem e promovam esse bem social para cada norte-rio-grandense. Os números deveriam nos inquietar. O Pacto Educativo Estadual pode ser uma via potencializadora para que todos sejamos beneficiados, tanto direta, quanto indiretamente; pois investir na educação é elevar a consciência civilizatória de um povo. Desta forma, esse empenho, com metodologias e ampliação de espaços de debates, paixão pela causa e braços dados, com abertura dialógica e um projeto educativo comum, considerando na atualidade o ‘Plano Nacional de Educação’, que precisa ser recepcionado e adaptado à cada realidade estadual até chegar nos municípios,  transparência e honestidade, com participação popular e maior sensibilidade aos que mais sofrem e excluídos da nossa sociedade, podemos dar um salto quantitativo e qualitativo na ‘educação norte-rio-grandense. Essa Aliança não pode ser adiada e renegada aos potiguares. Nos próximos dias 02/06 - Mossoró - e 25/08 - Caicó - estaremos realizando mais dois momentos que, em continuidade com os que realizamos em Natal e Angicos, um simpósio sobre “O protagonismo da mulher no processo educativo do nosso RN” e, no segundo, um seminário no qual abordaremos “O Cuidado da nossa Casa Comum e o Pacto Educativo Estadual”, para os quais convidamos todos os potiguares e lideranças afins, especialmente os candidatos das próximas eleições, que têm o dever moral e com espírito público de acolher essa proposta do Pacto Educativo Estadual, como uma questão chave das suas propostas de governo e exercício legislativo. Assim o seja!

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