Nova igreja católica em Mianmar, sinal de fé e esperança em meio à guerra - Vatican News via Acervo Católico

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Nova igreja católica em Mianmar, sinal de fé e esperança em meio à guerra - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Segundo a Organização de Direitos Humanos Chin, a partir de 2021, na guerra civil, mais de 107 prédios religiosos, incluindo 67 igrejas, foram destruídos no Estado de Chin pelo exército. Mas quando as paredes da igreja são destruídas, "é atingido o prédio, mas a fé permanece firme, porque o povo de Deus continua a crer e a ter esperança. A Igreja pertence a Cristo, e Ele está perto do Seu povo", recordou o bispo de Hakha, dom Lucius Hre Kung.

A inauguração de uma nova igreja é um poderoso sinal de renascimento e esperança para a população católica no Estado de Chin, no noroeste de Mianmar. Este único estado do país com maioria cristã, é agora amplamente controlado e governado por forças de resistência que se opõem à junta militar no poder em iyanmar desde o golpe de 2021. Conforme relatado à Agência Fides por fontes locais, sentimentos de confiança e esperança no futuro permeiam os corações dos fiéis na comunidade católica da Diocese de Hakhah, a capital do estado. Os fiéis participaram da inauguração e da bênção solene da nova Igreja paroquial de São José, no município de Matupi, no território de Hakhah. Inaugurada em 12 de fevereiro, este novo local de culto é um sinal de ressurreição também porque inúmeras igrejas no estado foram destruídas pela violência dos ataques do exército birmanês. Entre as igrejas católicas destruídas, está a de Cristo Rei em Falam, Diocese de Hakhah, que foi alvo de ataques militares em abril de 2025. Em fevereiro daquele ano, o exército danificou com um ataque aéreo a Igreja do Sagrado Coração em Mindat, e que deveria se tornar a catedral da recém-fundada Diocese de Mindat. O bispo de Hakha, dom Lucius Hre Kung, que presidiu a celebração da nova igreja, parabenizou as pessoas que contribuíram e concluíram a construção, observando que "há poucos eventos na vida de uma comunidade mais importantes ou festivos do que a dedicação de uma nova Igreja, casa de Deus e lar do Povo de Deus". "Muitas vezes - disse ele - este é o culminar de um longo processo, que dura anos, um tempo de discernimento, planejamento, arrecadação de fundos e construção por membros da comunidade. Agora, neste momento de dificuldade e sofrimento, é verdadeiramente um sinal do amor de Deus, um sinal de fé que resplandece e da cidade que vive no dia a dia." O prelado recordou que, quando as paredes da igreja são destruídas, "é atingido o prédio, mas a fé permanece firme, porque o povo de Deus continua a crer e a ter esperança. A Igreja pertence a Cristo, e Ele está perto do Seu povo". "Permaneçamos firmes na oração e na comunhão, unidos ao coração de Cristo e ao coração de Maria, que acolhem todos os sofrimentos da humanidade", expressou a sua esperança. Em 2021, grupos de resistência armada conseguiram expulsar as forças da junta militar de grande parte do Estado de Chin, agora identificado como uma das "zonas liberadas", o que representa o desafio da gestão territorial global a todos os níveis. O Estado de Chin é o único estado de maioria cristã em Mianmar: dos seus aproximadamente 500.000 habitantes, 85% são cristãos, a maioria batistas, com cerca de 70.000 católicos. O estado emergiu rapidamente como um dos bastiões da resistência em Mianmar, com grupos armados recém-formados, como a Força de Defesa de Chinland e a Força de Defesa Nacional de Chin, a colaborarem com grupos armados étnicos. Historicamente, esses grupos existiam como a "Frente Nacional Chin" e o "Exército Nacional Chin". Tendo perdido o controle de grande parte de seu território, o exército birmanês lançou ataques aéreos indiscriminados contra cidades e vilarejos, causando deslocamento generalizado de civis (mais de 160.000 pessoas estão agora deslocadas), atingindo infraestrutura civil e até mesmo locais de culto. A destruição da cidade de Thantlang, no Estado de Chin, foi uma das ações simbólicas: entre o final de 2021 e o início de 2022, o Tatmadaw (nome do exército birmanês) conduziu uma campanha de incêndios criminosos na cidade, deslocando toda a população de 10.000 pessoas. Das 22 igrejas da cidade, apenas uma permanece de pé, enquanto igrejas pertencentes a fiéis católicos, metodistas, presbiterianos, pentecostais e adventistas do sétimo dia, consideradas pelo exército como "locais de resistência", foram queimadas. Segundo a Organização de Direitos Humanos Chin, a partir de 2021, na guerra civil, mais de 107 prédios religiosos, incluindo 67 igrejas, foram destruídos no Estado de Chin pelo exército.

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