O Papa: perante a indigência e a opressão, os cristãos têm como código a caridade - Vatican News via Acervo Católico

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O Papa: perante a indigência e a opressão, os cristãos têm como código a caridade - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

A fé no único Deus, Senhor do céu e da terra, une os homens segundo uma justiça perfeita, que convida todos à caridade, isto é, a amar cada criatura com o amor que Deus nos dá em Cristo. Por isso, sobretudo perante a indigência e a opressão, os cristãos têm como código fundamental a caridade: disse o Papa na Santa Missa celebrada em Annaba, antiga Hipona - onde Leão XIV transcorreu este seu segundo dia em terras argelinas -, nas pegadas de Santo Agostinho

Raimundo de Lima – Vatican News Leão XIV concluiu suas atividades em seu segundo dia na Argélia presidindo a celebração Eucarística na Basílica de Santo Agostinho, em Annaba, antiga Hipona, nos passos do do bispo e doutor da Igreja, esta terça-feira, 14 de abril. Na homilia da Missa votiva de Santo Agostinho, o Pontífice ateve-se, em particular, na página do Evangelho do dia (Jo 3,7b-15) na qual Jesus convida Nicodemos a uma vida nova: “tendes de nascer do Alto” (vers. 7). Nascer de novo do alto, isto é, de Deus. Eis o convite dirigido a cada homem e a cada mulher que procura a salvação! Podemos renascer do alto, graças a Deus O dever expresso por Jesus é para nós um dom de liberdade, porque nos revela uma possibilidade inesperada: podemos renascer do alto, graças a Deus. Devemos fazê-lo, portanto, segundo a sua vontade de amor, que deseja renovar a humanidade chamando-a a uma comunhão de vida, que começa com a fé. O Papa prosseguiu ressaltando que temos tantos problemas, insídias e tribulações:  “Será que a nossa vida pode realmente recomeçar do zero? Sim! A afirmação do Senhor, tão cheia de amor, enche os nossos corações de esperança. Não importa quão oprimidos estejamos pela dor ou pelo pecado: o Crucificado carrega todos esses fardos conosco e por nós. Não importa quão desanimados estejamos pelas nossas fraquezas: é precisamente então que se manifesta a força de Deus, que ressuscitou Cristo dentre os mortos para dar vida ao mundo”. A liberdade da vida nova que provém da fé no Redentor Cada um de nós pode experimentar a liberdade da vida nova que provém da fé no Redentor, frisou o Santo Padre, afirmando que, a esse propósito, Santo Agostinho nos oferece o exemplo: Antes mesmo que pela sua sabedoria, olhamos para ele pela sua conversão. Nesse renascimento, providencialmente acompanhado pelas lágrimas da mãe, Santa Mônica, ele tornou-se ele mesmo, exclamando: «Não existiria, meu Deus, de modo algum existiria, se não estivésseis em mim. Ou antes, existiria eu se não estivesse em Vós» (Confissões, I, 2). A fé no único deus convida todos à caridade Citando os Atos dos Apóstolos (4, 32-37), ouvido na primeira leitura da liturgia, lembrou que “a multidãodos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma”. A fé no único Deus, Senhor do céu e da terra, une os homens segundo uma justiça perfeita, que convida todos à caridade, isto é, a amar cada criatura com o amor que Deus nos dá em Cristo. Por isso, sobretudo perante a indigência e a opressão, os cristãos têm como código fundamental a caridade: façamos aos que estão ao nosso lado o que gostaríamos que nos fosse feito (cf. Mt 7, 12). Cristãos da Argélia: sede sinal humilde e fiel do amor de Cristo Antes de concluir, o Papa exortou os cristãos da Argélia a permanecerem como sinal humilde e fiel do amor de Cristo. “Testemunhai o Evangelho com gestos simples, relações autênticas e um diálogo vivido cada dia: assim, dais sabor e luz onde viveis. A vossa presença no país faz lembrar o incenso: um grão em brasa, que exala perfume porque dá glória ao Senhor e alegria e consolo a tantos irmãos e irmãs”. E, mais uma vez, lembrou o bispo de Hipona: “aqui Santo Agostinho amou o seu rebanho, buscando a verdade com paixão e servindo Cristo com fé ardente. Sede herdeiros desta tradição, testemunhando na caridade fraterna a liberdade daqueles que nascem do alto como esperança de salvação para o mundo. Viagem apostólica à Argélia, um dom especial da Providência Por fim ao término da Missa, Leão XIV agradeceu a todos pelo acolhimento destes dias, às autoridades civis pela atenção com que zelaram pelo bom êxito de sua visita à Argélia, dizendo considerar a viagem um dom especial da Providência de Deus, um dom que mediante um Papa agostiniano o Senhor quis fazer a toda a Igreja, resumindo-o como as seguintes palavras: Deus é Amor, é pai de todos os homens e de todas as mulheres. Dirijamo-nos a Ele com humildade, confessemos que a situação atual do mundo, como uma espiral negativa, depende, no fundo, do nosso orgulho.Precisamos D’Ele, da Sua misericórdia. Somente N’Ele o coração humano encontra paz e somente com Ele poderemos, todos juntos, reconhecendo-nos como irmãos, trilhar caminhos de justiça, de desenvolvimento integral e de comunhão.

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