Oriente Médio: no Líbano, ataques recíprocos entre Israel e o Hezbollah - Vatican News via Acervo Católico

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Oriente Médio: no Líbano, ataques recíprocos entre Israel e o Hezbollah - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

O cessar-fogo alcançado na quarta-feira entre Israel e o Líbano foi rejeitado pelo Hezbollah, que, por meio de seu líder Qassem, definiu as negociações com a contraparte como “humilhantes” e atacou um agrupamento de veículos e soldados israelenses nas proximidades do castelo de Beaufort. Na outra frente de guerra, o Irã, o presidente estadunidense Trump declarou aos jornalistas: venceremos de qualquer forma

Vatican News Uma intensa troca de ataques entre Israel e o Hezbollah pôs fim à frágil trégua alcançada em Washington entre Israel e o Líbano após dois dias de negociações. As Forças de Defesa de Israel lançaram mísseis contra o hospital Jabal Amel em Tiro, no sul do país, e a milícia xiita respondeu atacando soldados israelenses perto do castelo de Beaufort. O conteúdo do acordo O acordo alcançado previa o fim dos ataques do Hezbollah e sua retirada da área do rio Litani, com consequente posicionamento progressivo do exército libanês em zonas “piloto” – como já ocorreu na aldeia de Debbine, no sul – e somente posteriormente a retirada das tropas israelenses. Trata-se de condições já contidas previstas no cessar-fogo de novembro de 2024 e pelos governos de Beirute em 2025. A posição do Hezbollah Embora o presidente libanês Aoun tivesse declarado que aguardava uma resposta do Hezbollah, esta não se fez esperar: o líder da milícia xiita, Naim Qassem, classificou as condições da trégua como “humilhantes”, argumentando que o cessar-fogo deve ser “global”. Essa posição também foi defendida publicamente pelos rebeldes houthis do Iêmen, que prometem respostas violentas na região do Mar Vermelho a toda e qualquer violação israelense. Novas negociações estão previstas em Washington para 22 de junho. A frente EUA-Irã Da capital estadunidense, o presidente Trump voltou a falar com os jornalistas sobre o acordo com o Irã, cujas condições fundamentais seriam a reabertura do Estreito de Ormuz e a renúncia à arma nuclear: “Venceremos de qualquer forma, no papel ou militarmente”, disse ele, expressando sua disponibilidade para se encontrar com o líder supremo iraniano Khamenei, mas, ao mesmo tempo, advertiu o inimigo: “Se morrer um único soldado estadunidense, será guerra”.

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