Papa agradece apoio ao Observatório Vaticano: fé e ciência pelo bem do planeta - Vatican News via Acervo Católico

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Papa agradece apoio ao Observatório Vaticano: fé e ciência pelo bem do planeta - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Leão XIV recebeu em audiência nesta segunda-feira (11/05) um grupo que faz parte do Conselho da Fundação Observatório do Vaticano (VOF), com a missão de apoiar os esforços científicos e educacionais que também cheguem a estudantes e público em geral no mundo. O Papa também enalteceu que a fé e a ciência não são inimigas, mas se encorajam porque têm a responsabilidade de cuidar do planeta, dos vulneráveis, "cuja vida é colocada em risco pela exploração imprudente".

Andressa Collet - Vatican News Na audiência desta segunda-feira (11/05) com os membros do Conselho do Vatican Observatory Foundation, a Fundação Observatório do Vaticano (VOF), o Papa Leão XIV reforçou por várias vezes em discurso a gratidão pelo "apoio fiel e generoso" dirigido ao trabalho desenvolvido pela Specola Vaticana, o Observatório Vaticano, "uma instituição muito querida" a serviço da Santa Sé e da Igreja, disse o Pontífice. Na Sala do Consistório no Palácio Apostólico, o Papa enfatizou ao grupo de cerca de 30 pessoas o que o predecessor Leão XIII disse há 135 anos, quando a ciência "era cada vez mais apresentada como fonte de verdade em oposição à religião": a fé e a ciência não são inimigas, por isso a Igreja não se opõe "à ciência verdadeira e sólida, seja ela humana ou divina", mas, ao contrário, abraça, encoraja e a promove com dedicação. Leia a íntegra do discurso do Papa Leão XIV As ameaças contra a religião e a ciência Hoje, porém, disse o Pontífice em discurso, as duas enfrentam "uma ameaça diferente e talvez mais insidiosa", daqueles que negam a existência da verdade objetiva. Muitos se recusam a reconhecer que tanto a ciência como a Igreja têm a responsabilidade de cuidar do planeta "e de garantir o bem-estar daqueles que nele habitam, especialmente os mais vulneráveis, cuja vida é colocada em risco pela exploração imprudente tanto das pessoas quanto do mundo natural". Justamente por isso, enalteceu Leão XIV, "a adesão da Igreja a uma ciência rigorosa e honesta continua sendo não apenas valiosa, mas também essencial". E inclusive a "astronomia ocupa um lugar especial nessa missão": "Ela desperta em nós tanto reverência quanto um senso saudável de proporção. Contemplar o céu nos convida a ver os nossos medos e as nossas falhas à luz da imensidão de Deus. O céu noturno é um tesouro de beleza aberto a todos – pobres e ricos – e, em um mundo tão dolorosamente dividido, continua sendo uma das últimas fontes de alegria verdadeiramente universais." Mas, infelizmente, advertiu o Papa, também esse dom agora está ameaçado, e por isso da importância do "empenho", da "generosidade" e da "dedicação" da Fundação, que permite tanto ajudar na manutenção e modernização do Telescópio de Tecnologia Avançada do Vaticano (VATT), como permite que os cientistas do Vaticano se envolvam de forma construtiva com o grande público e a comunidade científica mundial. De fato, a organização sem fins lucrativos foi criada para apoiar os esforços científicos e também educacionais do Observatório Vaticano, através da arrecadação de fundos e por desenvolver atividades como viagens, boletins informativos e seminários ao público em geral. A Specola Vaticana, descreveu o próprio Leão XIV em discurso, atua junto a estudantes de todo o mundo, oferecendo laboratórios e cursos de verão em escolas católicas e paróquias. A Fundação, assim, disse o Pontífice, "faz com que os telescópios e os laboratórios do Observatório continuem a ser o que sempre foram destinados a ser: lugares onde se encontra a glória da criação de Deus com reverência, profundidade e alegria". Entender a criação através de Deus Ao final da saudação aos membros do Conselho da Fundação, porém, Leão XIV recordou que "nunca devemos perder de vista a visão teológica que anima tudo isso", porque as Escrituras ensinam que, "desde o princípio, Deus se revelou por meio das coisas que criou": "Não é de se surpreender, portanto, que pessoas de fé profunda se sintam impulsionadas a explorar as origens e o funcionamento do universo. O forte desejo de compreender a criação mais profundamente nada mais é do que o reflexo daquele desejo inquieto de Deus que habita no íntimo de cada alma humana."

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