Papa: que o olhar perdido das crianças diante da guerra possa nos converter - Vatican News via Acervo Católico

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Papa: que o olhar perdido das crianças diante da guerra possa nos converter - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

A condição da infância em um mundo entre guerras e IA foi o centro da mensagem de felicitações que Leão XIV dirigiu aos redatores e leitores do encarte infantil "Popotus" do jornal italiano "Avvenire".

Vatican News A ocasião são os 30 anos do encarte infantil do jornal "Avvenire", mas a mensagem é dirigida a todos os fiéis. E é assim que o Papa Leão fala sobre as crianças "nestes dias de grande preocupação com as guerras que ameaçam o futuro da humanidade". Ao felicitar os redatores e os pequenos leitores de "Popotus", Leão XIV afirma que devolver ao mundo sua beleza é possível, a pensar nele com confiança e a construí-lo sem preconceitos.  "Jesus disse aos seus discípulos: 'Se não se converterem e não se tornarem como crianças, não entrarão no reino dos céus'. E Ele nos diz isso também hoje. Ser como crianças não é voltar atrás, mas guardar uma chave para ver o essencial de cada coisa, para encontrar respostas surpreendentes mesmo para as perguntas mais difíceis. Talvez só olhando para os olhos perdidos das crianças diante da barbárie da guerra possamos nos converter. Reaprender a olhar-nos nos olhos e a olhar o mundo com olhos puros." Dirigindo-se aos pais e professores, o Papa lhes agradece pelo carinho e pelo amor com que educam a infância: "Vocês são testemunhas de como as crianças nos educam enquanto as educamos e de como devemos protegê-las de uma visão desumana da informação e da educação. Todos nós, especialmente hoje, na era digital e da inteligência artificial, precisamos de uma educação permanente. E, para continuarmos sendo humanos, precisamos preservar um olhar infantil sobre a realidade". Também por isso, prossegue o Santo Padre, não devemos permitir que as crianças acabem acreditando que podem encontrar nos chatbots da Inteligência Artifical seus melhores amigos ou o oráculo de todo o conhecimento, "entorpecendo seu intelecto e sua capacidade de relacionamento, adormecendo sua criatividade e seus pensamentos. "Devemos zelar por sua infância e guiar seu crescimento para que sejam protagonistas de um mundo renovado", conclui o Pontífice.  

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