Papa sobre crise demográfica na Europa: respeitar a família porque os filhos são o futuro - Vatican News via Acervo Católico

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Papa sobre crise demográfica na Europa: respeitar a família porque os filhos são o futuro - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Diante dos desafios urgentes do declínio demográfico, "um momento crucial" para o futuro da Europa, Leão XIV sugere "responsabilidade compartilhada" entre instituições europeias, governos e sociedade civil, com apoio de entidades cristãs. O apelo foi para continuar com os esforços para promover e respeitar o papel da família e a dignidade das pessoas, evitando políticas contraditórias que aparentam ajudar, mas discriminam a maternidade, exaltam o aborto como direito.

Andressa Collet - Vatican News A audiência com o Papa Leão XIV abriu os trabalhos desta segunda-feira (25/05) de uma conferência intitulada "Demografia e Europa: um momento decisivo", que reúne membros do Intergrupo de Demografia do Parlamento Europeu, da Comissão Europeia para o Mediterrâneo, do Ministério da Família, Natalidade e Igualdade de Oportunidades da Itália e da OSCE, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. Na Sala Clementina, no Vaticano, o Pontífice saudou o grupo formado por 100 pessoas que estarão envolvidos durante o dia para refletir, em Roma, sobre os desafios demográficos enfrentados na Europa, entre eles, o combate ao declínio, refletindo sobre políticas que beneficiem as famílias, as taxas de natalidade as novas gerações. Leia a íntegra do discurso do Papa Leão XIV Os desafios urgentes do declínio demográfico O tema de reflexão, disse logo no início o Papa, além de oportuno é urgente porque se refere a implicações concretas para milhões de pessoas e suas famílias, e que os eurodeputados são representantes diretos. A questão demográfica, como o próprio Papa Francisco frequentemente recordou, é fundamental sobretudo naquele que é considerado um ‘velho continente’, mas "não mais por causa da sua gloriosa história, mas por causa da sua idade avançada”. E Leão XIV acrescentou: "Os problemas decorrentes de uma demografia de crescimento zero são muitos e complexos, e incluem, em especial, a pandemia da solidão. Além disso, os dados demográficos não são meramente estatísticas, mas falam de paternidade, maternidade e filhos. E os filhos são o futuro! No entanto, falar do futuro aponta para um desenvolvimento integral e sustentável, que é seriamente impedido sem a solidariedade entre as gerações. Infelizmente, tal solidariedade requer um equilíbrio intergeracional que atualmente falta na Europa." O Papa citou o período de "drástica esterilidade" das últimas décadas, tema enaltecido inclusive por Francisco, "não apenas porque muitos foram privados do direito de nascer, mas também porque houve uma falha na transmissão das ferramentas materiais e culturais de que os jovens precisam para enfrentar o futuro". O resultado, complementou Leão XIV, são "afirmações contraditórias de políticas supostamente favoráveis à família, que ao mesmo tempo promovem a discriminação contra a maternidade, exaltam o aborto como um direito e minam o próprio fundamento do desejo de constituir família". São questões, portanto, que "precisam ser urgentemente estudadas e abordadas de forma coordenada por um amplo leque de instituições acadêmicas, políticas e sociais. O desafio demográfico representa um momento crucial para o futuro antropológico, social e econômico da Europa". Nesse sentido, uma composição multipartidária como aquela formada na audiência desta segunda-feira (25/05), disse o Papa, entre instituições europeias, governos e sociedade civil, pode desempenhar um papel vital para explorar formas de gerar ideias inovadoras, das quais a Europa e o mundo tanto necessitam.   A dignidade das pessoas e o papel da família Em discurso, o Papa então indicou "responsabilidade compartilhada" para analisar questões fundamentais em busca de soluções: a dignidade das pessoas e o papel ativo da família na sociedade, que se baseia "no matrimônio entre um homem e uma mulher, uma realidade que une as dimensões pessoal e pública". Somente respeitando e promovendo este lugar central da família, enalteceu Leão XIV, "e aplicando o princípio da subsidiariedade, é possível evitar os dois extremos da intervenção excessiva do Estado e do individualismo". São "princípios imutáveis", explicou o Papa, que podem guiar homens e mulheres para dar sentido e valor à vida humana, através de políticas nacionais e da União Europeia que sejam desenvolvidas e formuladas em parceria com a sociedade civil, para deixar uma versão diferente de mundo para as futuras gerações. Quem também pode trabalhar em conjunto para uma mudança efetiva, sugeriu Leão XI, é a Federação das Associações Católicas de Famílias da Europa (FAFCE) e a Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (Comece):

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