Pe. Fernando sobre ataques da Páscoa no Sri Lanka: "Só pedimos justiça" - Vatican News via Acervo Católico

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Pe. Fernando sobre ataques da Páscoa no Sri Lanka: "Só pedimos justiça" - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Em 21 de abril de 2019, domingo de Páscoa, houve uma série de pelo menos 8 explosões em três igrejas e quatro hotéis em várias cidades do Sri Lanka, matando 279 pessoas e ferindo 500. Em 21 de abril de 2024, uma petição assinada por 50 mil pessoas foi entregue ao cardeal Malcolm Ranjith solicitando a abertura do processo de beatificação e o reconhecimento do martírio de 171 católicos vítimas do massacre da Páscoa de 2019 nas igrejas de São Sebastião e Santo Antônio, em Colombo.

A polícia do Sri Lanka prendeu o ex-chefe da inteligência, general reformado Suresh Sallay, em conexão com os ataques de 21 de abril de 2019, Domingo de Páscoa, nos quais 279 pessoas foram mortas e 500 ficaram feridas em ataques coordenados contra três hotéis de luxo em Colombo, duas igrejas católicas e uma igreja protestante. De acordo com os investigadores, a acusação é de "conspiração e cumplicidade nos ataques". O padre Cyril Gamini Fernando, sacerdote de Colombo e porta-voz da Arquidiocese, declarou que "como comunidade católica, acreditamos que não devemos criticar nem nos alegrar, nem dar uma interpretação política ou instrumentalizar esta prisão. Sempre pedimos, desde o primeiro dia, e continuamos a pedir, que a justiça seja feita. Simplesmente queremos que a justiça siga o seu curso e que a verdade seja revelada: devemos isso às vítimas dessa tragédia e às suas famílias. Queremos apenas justiça, nada mais, nada menos." Padre Fernando, que também é diretor do semanário católico em língua cingalesa "Gnartha Pradeepaya" ("A Luz do Conhecimento"), explica à Agência Fides que "após um longa parada, as investigações foram retomadas em 2024, graças ao impulso dado pelo novo presidente Anura Kumara Dissanayake, eleito em setembro de 2024. Anteriormente, com os dois ex-presidentes, houve negligência, efetivamente encobrindo as investigações sobre o caso. Agora, o trabalho da nova Comissão de Inquérito, após cerca de 16 meses de investigação, levou à prisão do general. "A pessoa presa - especifica o sacerdote - enfrenta uma acusação que precisará ser verificada: ainda não é uma condenação." "Portanto - continua ele - pedimos às pessoas que mantenham a calma e sejam pacientes para que as instituições competentes, a polícia e o judiciário, possam realizar seu trabalho com transparência e honestidade, para que a verdade e a justiça sejam alcançadas." Nosso ddesejo é que o estado de direito seja respeitado, para que possamos entender quem esteve por trás dos ataques, os motivos desses ataques e que não haja impunidade. O princípio a ser aplicado é que a lei é igual para todos: não deve haver diferenças ou privilégios. Este é o Estado de Direito, que deve ser defendido em nossa nação." Padre Fernando conclui afirmando que  "a Igreja Católica sempre teve seus valores fundamentais, a saber, a proteção da dignidade inalienável de cada pessoa, o que é sempre verdade e se aplica a todos: às famílias das vítimas, aos feridos e aos acusados." *Agência Fides

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